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Segunda-feira, Maio 30, 2005 Medina Carreira
A entrevista de Medina Carreira que o Insurgente passou para blogue.
A não perder para quem a não viu. Domingo, Maio 29, 2005 Será que Constâncio fará o Relatório 2004 ?
Qual o valor do défice que resultaria para 2004 fazendo o mesmo exercício, exactamente com os mesmos critérios, sobre o Orçamento de Estado apresentado para esse ano pelo Governo do primeiro-ministro Durão Barroso e pela ministra Manuela Ferreira Leite
Claro que não fará. Pela simples razão que teria de admitir que mentiu, ao não usar os mesmos critérios nas duas ocasiões. Acho incrível que neste cantinho, um relatório feito por quatro pessoas e apresentado por uma pessoa políticamente comprometida, "pareça" ter sido aceite por todos os quadrantes, e condicionar a política (económica, financeira e social) a partir desse número cozinhado. Alguns analistas de economia já denunciaram várias deficiências na metodologia e fontes de informação para chegar ao valor. Alguns inclusive asseguram que o valor peca por defeito, não tendo sido considerados os endividamentos das autarquias e regiões autónomas (p.ex). Vitor Constâncio não é nenhuma vaca sagrada e nem o inquestionável e melhor economista do país. Há que constituir um grupo credível e independente de economistas e desmistificar este favor ao governo. NÃO vence em FrançaO "não" françês ( a que se seguirá o holandês ) já era esperado. A Europa vai fazer um compasso de espera até que se encontre uma saída para a crise, com todos os prejuízos daí resultantes. Qualquer alternativa que necessite de aprovação por maioria total, corre sempre o risco de ser inviabilizada por um pequeno país, sem se saber muito bem o que fazer a seguir. Convidar o país a sair da UE ou ficarem os restantes bloqueados ? O diálogo e a democracia são por vezes "inimigos" de si próprios. Neste caso, só os adversários do projecto europeu terão razões para sorrir. O objectivo da economia europeia tomar a vanguarda mundial à frente da americana e japonesa, ficou adiada, com o Euro já a dar sinais de fraqueza. Taça de Portugal para o Vitória![]() Meyong acaba de marcar o segundo golo dos sadinos no minuto 73, entregando a Taça de Portugal ao Vitória de Setúbal após 38 anos de jejum. Parabéns ao Vitória e a todos os seus adeptos, pela justa vitória. Sexta-feira, Maio 27, 2005 Sócrates mentiu![]() "[O défice público] será muito acima dos 5% e próximo dos 6%." ENTREVISTA A JUDITE DE SOUSA NA RTP, DIA 14 DE ABRIL DE 2005. Mentiu quando em campanha eleitoral fez promessas que sabia não poder cumprir, quando já sabia da situação económica e financeira do país. Mente agora quando insiste em dizer que não tinha ideia dessa situação. Vitor Constâncio apresenta uma previsão para final de 2005 e nesse sentido acrescenta-lhe Despesas de Investimento ainda não verificadas no valor de 796,2M€ que empolam o valor apresentado em 0,57%. Assim, os 6,26% resultantes estão na verdade muito próximos do 6% que Sócrates em 14 de Abril dizia conhecer. Efectivamente a situação é muito grave e o défice "calculado" por Constâncio pode-se revelar inferior à realidade. É um relatório coxo, já que não apura toda a dívida, aceitando como correcto o valor de 2,86% apresentado no orçamento, e não calcula o endividamento das autarquias e regiões autónomas que podem representar um buraco, melhor, uma autêntica cratera. Parece-me incrível como num pequeno país com uma população inferior à de Londres, as Finanças e a Economia não estejam totalmente informatizadas e controladas de modo a que Ministérios das Finanças, Tribunal de Contas, Banco de Portugal, saibam concretamente a situação do país. Faz lembrar certas xafaricas que recusam a máquina registadora e contabilidade, preferindo umas folhas de papel metidas numa gaveta. Sócrates mente mais uma vez ao país, prometendo que em 31 de Dezembro de 2007 terá diminuido o défice para os 3% exigidos por Bruxelas. Quem ouviu a excelente entrevista de Medina Carreira ontem na SIC Notícias, terá ficado a saber que as medidas agora anunciadas não resolverão a causa do crescimento galopante da Despesa Pública. Estão novamente a serem pedidos sacrifícios inglórios a todos os portugueses. Quinta-feira, Maio 26, 2005 O embuste do relatório Constâncio
Relatório Constâncio. Fazer "find" a 6.83.
Escrevi no ano passado, que PSL deveria ter apresentado a demissão do Governo no momento em que foi avisado da dissolução do Parlamento. Com isso não teria sido pressionado por Sampaio para a aprovação dum Orçamento que não iria executar. O PS, por conveniência, não votou contra o orçamento. Na altura escrevi que o PS iria utilizar esse Orçamento como arma de arremesso político. Aproveitaria as "boas medidas" mesmo tendo declarado a sua oposição, e serviria para desculpar os seus erros de governação. Não era preciso ser um grande adivinho.
Das parcelas que servem à Revisão do Saldo, Vitor Constâncio só desconhecia a totalidade do SNS (1512,8) que suponha andar pelos 1200M€. O erro desconhecido vale 0,22%. Era isso que Vitor Constâncio desconhecia. Vitor Constâncio não pode agora, aparecer surpreendido com os valores que diariamente tem em cima da mesa, e que deveria em tempo oportuno, ter informado Sócrates, Sampaio e Santana Lopes. O défice de Bagão Félix (2,86%), é apresentado em Bruxelas com a abstenção do partido socialista e com a conivência de Vitor Constâncio, que na altura teria obrigatoriamente em seu poder a informação agora utilizada neste relatório-surpresa(!) com alcance político. Sócrates pôde prometer na campanha eleitoral, o que Vitor Constâncio, na altura, já sabia que ele não poderia cumprir. As medidas de Sócrates Muitas análises se têm feito sobre o pacote de medidas com que Sócrates pensa combater o défice excessivo. Sobre a Receita, oposição da esquerda à direita, convergem. A subida do IVA para 21% é um erro crasso. Os efeitos perversos que irá causar à economia serão superiores aos benefícios. A competitividade das empresas baixará, perante os 16% das empresas estrangeiras (nomeadamente espanholas), o consumo interno baixará, as empresas não vendendo pagarão menos impostos, abrirão falências, despedirão empregados. A subida dos combustíveis terá um efeito pernicioso no comércio e principalmente na indústria. A alternativa deveria ser encontrada na especialização da luta contra a evasão fiscal. Milhões de euros continuam por cobrar. Entregassem estas cobranças a algumas empresas privadas com uma pequena percentagem sobre as dívidas recuperadas e veriam o incumprimento quase a desaparecer além de se criar postos de trabalho. Outra medida seria um imposto mínimo obrigatório sobre todas as empresas e empresários por conta própria que apresentam valores para isenção de pagamento. Em Espanha este imposto é calculado em função da área das instalações. Todos pagam. Das medidas para combate à evasão fiscal realço a divulgação pública dos valores apresentados pelos contribuintes. No entanto, se servirem só para a mexeriquice jornalística de pouco valerão. Não se ouviu falar de novos processos de fiscalização para atingir as profissões liberais. A abolição de alguns benefícios fiscais das empresas e as medidas para o offshore madeirense são tímidas e ainda vão ser estudadas. As instituições financeiras safam-se mais uma vez de serem colectadas à taxa geral de 25%. A subida do escalão mais alto para 42%, sem fiscalização, acentuará a fuga. Algumas medidas sobre os funcionários públicos são justas e rendem receita, mas o principal fica por fazer: a reestruturação (redimensionamento e eficácia) da administração pública. O anúncio de que 2 ministérios serão alvo de uma auditoria cada 3 meses, é no mínimo estranho. No fim da legislatura ainda se está a fazer auditorias. Auditorias que serão uma mina de ouro para algumas empresas privadas nas mãos de "amigos" socialistas. Auditorias que custarão uma fortuna (mais despesa), e que não garantirão que a reestruturação se faça. Sócrates deveria encerrar desde já vários organismos e empresas municipalizadas que não se justificam. Deveria interromper variados subsídios e bonificações que o Estado fornece às mais incríveis iniciativas. Pelo discurso de Sócrates e de alguns deputados socialistas, ficámos a saber sobre o Estado que gordura, é formosura! Ele aposta no estado social, onde os serviços sociais de saúde e de educação, escondem um mar de organismos (poleiros) onde as mordomias de chefias, administrações, directores e cargos políticos estão assegurados. Porém Saúde, Ensino e Segurança Social são os piores da Europa. O ataque a alguns privilégios aos barões e políticos, é cosmético. O que for retirado de um lado será dado de outra forma. E só será retirado o que se verificar ser excessivo! Quem tem esse critério? Os próprios? As promessas eleitorais vão caindo no esquecimento. Já não se ouviu falar em choque tecnológico, nem nos 150000 empregos prometidos. O desemprego passou ao esquecimento já que vai continuar a aumentar. Dos reforços das pensões aos idosos, já não se fala. Sócrates diz que o Investimento Público é para continuar. Será com isso que pensa criar emprego? Fazendo rotundas, estradas, estádios e aeroportos, aplicando cimento, dando lugar a uns tantos engenheiros e a muitos emigrantes clandestinos que findas as obras engrossarão o pelotão do meio milhão de desempregados. O país não aumentará as exportações com esse investimento, ficará mais pobre e mais endividado. Subscrevo inteiramente o discurso de Marques Mendes na apresentação parlamentar das medidas. Sócrates e o país perdem uma óptima ocasião de alterar estruturalmente o tecido económico de modo a criar crescimento no país, quando o PSD e CDS se dispõem a apoiar essas medidas. O Governo promete assim baixar este ano de 6,83% para 6,2%, ficando com 3,2% para os dois anos seguintes. Será que vai conseguir apresentar os 3% (PEC) em Dezembro de 2007 ? Ganharia as próximas eleições. Mais 4 BOYS sortudos![]() A assembleia geral da petrolífera confirmou o nome de Murteira Nabo como presidente da companhia e reconduziu outros três ilustres socialistas: Pina Moura (em representação dos espanhóis da Iberdrola), José Penedos (presidente da REN) e Eduardo Oliveira Fernandes (ex-secretário de Estado Adjunto do ministro da Economia, Braga da Cruz). Todos prontinhos para ordenados chorudos e as regalias do costume. Afinal para que é que se sobem os impostos, se não para manter o Estado Social com mordomias para estes senhores ? Outro BOY com azar![]() Presidente da Águas de Portugal até ao final do mês - mais um lugar preenchido sem qualquer concurso. Só para amigos... Fonte oficial do Ministério do Ambiente -- agora tutelado por Francisco Nunes Correia -- disse ao EXPRESSO Online que, «apesar de reconhecerem as qualidades pessoais e profissionais de Nuno Cardoso, este não é o escolhido» e que outro nome será anunciado até ao fim do mês. Havia outro BOY à frente... Um BOY socialista![]() Fernando Gomes foi nomeado para a Galp, causando espanto e perplexidade entre os quadros da companhia. Se for dado a Fernando Gomes um cargo executivo, o ex-autarca deverá ganhar um salário de 15 mil euros por mês, a que acresce cartão de crédito e outro tipo de ajudas de custo. Se se mantiver a tabela salarial praticada durante a presidência de Ferreira do Amaral, o novo ‘chairman’ vai ganhar 30 mil euros por mês. Terça-feira, Maio 24, 2005 IVA a 21% !Ouvi e li neste últimos dias muitos economistas dos mais variados quadrantes pronunciarem-se contra a subida de impostos e nomeadamente contra a subida do IVA. Defendiam outras medidas para combater o défice esperado para o fim deste ano. Na Receita, combate à evasão fiscal mais eficaz acabando com o sigilo bancário, e fazendo pagar todos os que não declaram o que ganham (empresários por conta própria, profissões liberais, empresas que apresentam todos os anos prejuízos). Na Despesa, encerramento de institutos e organismos estatais, controlo de despesas com mordomias (frota de carros, despesas de representação, etc), e restruturação da função pública. Alguns impostos específicos sobre bens importados (automóveis, tabaco...) poderiam ser aumentados para abrandar as importações e o consumo interno. Mas estamos a esquecer do ponto principal. Quem decide é socialista e os socialistas resolvem sempre as dificuldades do mesmo modo: subida de impostos para manter as mordomias estatais entre as quais se incluem eles próprios. Proceder à engorda do monstro como diz Catroga. O Iva é o imposto mais injusto que existe, mas o que dá dinheiro mais depressa ao governo. Todos os pobres pagam Iva. O nível de vida vai sofrer um agravamento muito acentuado, pois quase todos os bens irão passar de 19% para 21% de Iva, e muitos outros de 12% para 21% !! Recorde-se que Espanha mantêm o escalão mais elevado em 16%. As empresas irão tornar-se menos competitivas pois verão os seus produtos encarecer e não poderão competir com a oferta estrangeira. O consumo interno irá retrair-se. Não vendendo, o número de falências irá aumentar. Com elas aumentará o número de desempregados. Estes socialistas são mesmo um espanto no que toca a economia e finanças. Primeira medida. Primeira borrada. Esperemos as restantes para amanhã e que não sejam um pacote só se impostos. Segunda-feira, Maio 23, 2005 EUREKA : 6,83% !Vitor Constâncio esperou pela vitória do SLB que melhoraria o défice em 0,17%. Agora, Sócrates com este número de 6,83%, já pode tomar decisões, muito diferentes das que tomaria se o valor fosse 6,99% ou 6,55%. Estou mais descansado com este rigor financeiro !! Choque tecnológico !
- Prof. Mariano Gago? É o Zé Sócrates. Oh, pá, ajuda-me aqui. Comprei um computador, mas não consigo entrar na Internet! Estará fechada?
![]() - Desculpa?.... - Aquilo fecha a que horas? - Zé, meteste a password? - Sim! Quer dizer, copiei a do Freitas. - E não entra? - Não, pá! - Hmmm....deixa-me ver... qual é a password dele? - Cinco estrelinhas... - Oh, Zé!...Pooooooo....Bom, deixa lá agora isso, depois eu explico-te. E o resto, funciona? - Também não consigo imprimir, pá! O computador diz: "Cannot find printer"! Não percebo, pá, já levantei a impressora, pu-la mesmo em frente ao monitor e o gajo sempre com a porra da mensagem, que não consegue encontrá-la, pá! - Pooooooo....Vamos tentar isto: desliga e torna a ligar e dá novamente ordem de impressão. Sócrates desliga o telefone. Passados alguns minutos torna a ligar. - Mariano, já posso dar a ordem de impressão? - Olha lá, porque é que desligaste o telefone? - Eh, pá! Foste tu que disseste, estás doido ou quê? - Poooooo...Dá lá a ordem de impressão, a ver se desta vez resulta. - Dou a ordem por escrito? É um despacho normal? - Oh, Zé...poooooooo....Eh, pá! esquece....Vamos fazer assim: clica no "Start" e depois... - Mais devagar, mais devagar, pá! Não sou o Bill Gates... - Se calhar o melhor ainda é eu passar por aí...Olha lá, e já tentaste enviar um mail? - Eu bem queria, pá!, mas tens de me ensinar a fazer aquele circulozinho em volta do "a". - O circulozinho...pois.... Bom...vamos voltar a tentar aquilo da impressora. Faz assim: começas por fechar todas as janelas. - Ok, espera aí... - Zé?...estás aí? - Pronto, já fechei as janelas. Queres que corra os cortinados também? - Poooo....Senta-te, OK? Estás a ver aquela cruzinha em cima, no lado direito? - Não tenho cá cruzes no Gabinete, pá!... - Pooooooo....poooooooo....Zé, olha para a porra do monitor e vê se me consegues ao menos dizer isto: o que é que diz na parte de baixo do écran? - Samsung. - Eh, pá! Vai para o.... - Mariano?... Mariano?...'Tá lá?...Desligou.... Constituição Europeia
Centro de Informação JDelors
Constituição Europeia ou clicando no menú à direita ==>. SITIO DO SIM SITIO DO NÃO ![]() Claro que sim ! Domingo, Maio 22, 2005 Futebol, futebóis ou caracóis O país está à espera. Na verdade está à espera há 30 anos que os nossos políticos mostrem a sua viabilidade. Depois das promessas de Sócrates acreditadas por uma maioria ingénua, continua tudo à espera das medidas que tardam. Na última semana soubemos que as medidas não saem, porque estamos à espera do “número” de Constâncio, que também está à espera. Enquanto esperamos, discutimos futebol, ou abrimos a TV e levamos com meia hora de notícias sobre ... futebóis (futebol fora das 4 linhas). Onde estão os jogadores, o que comem, o que vestem, onde andam, quantos mirones lá estão, as opiniões as reacções os palpites. Ganha o Benfica ou aproveita o Porto ? São quase horas de voltar a ouvir tudo isso repetido pela enésima vez durante a última semana. Mas hoje Domingo, em dose reforçada e bem servida. Já estou mais que "enformado". Oh Maria, vamos aos caracóis ? Hoje bem compreendo as manifestações de regozijo e de pesar (não sei de que lado...). Tem sido uma semana futebolística em cheio para o governo. Jornais e televisões com “um só” assunto popular, para abrir até fechar. Bem diferente de impostos ou subida dos combustíveis. Muito mais “simpático” e indolor. Terminados futebóis e caracóis, que na segunda-feira comece a abrandar a discussão dos lances que deram a Taça a uma das equipas e fizeram perder a outra. Que na terça e quarta não estejamos ainda distraídos com os golos de fim-de-semana enquanto os senhores do governo nos aplicam uma subida generalizada de impostos, que ficaremos sem grande vontade para futebóis ou para ... caracóis. E já agora que ganhe o melhor. Sexta-feira, Maio 20, 2005 Onde está a Direita ? Depois da derrota de 20/Fevereiro, depois dos Congressos do PSD e CDS, parecia chegada a altura de unir esforços, tomar rumo e começar a fazer oposição a sério. Assim não acontece. Depois do terramoto, as réplicas não têm parado. Como diz Francisco José Viegas, Portugal está uma merda. Isaltino Morais tem, em declarações televisivas, uma das atitudes políticas mais baixas de que há memória. Aceitou um pedido para uma colocação política e hoje, ressabiado, acusa Marques Mendes, disso e de muito mais. O líder social-democrata tem sido alvo, também, de críticas de estruturas locais do partido que se colocaram ao lado de Isaltino e Valentim. Marques Mendes é igualmente atacado por Santana Lopes na sua entrevista, onde deu força aos dissidentes Isaltino e Valentim. A autoridade e imagem de líder de Marques Mendes sai seriamente abalada com estes episódios. Outros mais virão ainda com as autárquicas. Do lado do CDS, a estória dos sobreiros e as assinaturas de Nobre Guedes, Costa Neves e Telmo Correia fora de tempo, tem deitado por terra a imagem do partido. A "ausência" do partido no hemiciclo e a liderança de Ribeiro e Castro à distância, são outros factores que menorizam o CDS. Numa altura em que era "obrigatório" haver uma forte oposição à direita, Sócrates é pressionado só pelo PCP e BE. As perspectivas para as autárquicas começam a ficar sombrias. O desemprego e o investimentoRitmo do desemprego é "insustentável" É verdade que há oito anos o desemprego não estava tão alto. No entanto vai continuar a aumentar durante os próximos anos. Os empregos não se criam por legislação nem por vontade directa dos governos. São as condições económicas e o sentimento de confiança do momento que levam os empresários a decidirem-se pelo investimento e pela admissão de pessoal nas suas empresas. Algumas dessas condições são determinadas pelo governo - como o nível de impostos ou a legislação laboral. Se esses estímulos dos governos, favorecerem principalmente empresas no sector da exportação e do turismo (áreas que ajudam a balança de pagamentos), tanto melhor. É nesse sentido que aponta um dos últimos artigos de Cavaco Silva. Quando os governos não dão sinais de confiança, as empresas retraiem-se e outras abrem falência ou deslocalizam-se. É o quadro actual de falência e deslocalizações agravando o desemprego. As centrais sindicais, procuram uma solução imediatista e popular para suster o desemprego, sem ter de esperar pelo crescimento da economia. As soluções dos Sindicatos para criar emprego, com que pressionam o governo, assentam em duas vertentes - admissões na Função Pública e criaçã0 de investimento público de mão obra intensiva (estradas, obras, Otas, Tgvs, Estádios, Expos, e CCBs ...). É neste espírito que João Proença diz : o aumento do desemprego tem de ser travado, sendo para o efeito "fundamental" que o Governo avance com um programa de investimento público produtivo que crie emprego. O dinheiro para esse investimento, precisou, poderia ser obtido com a venda de algum património. A curto prazo funciona. Mas não a médio nem a longo prazo. Ficam as obras, algumas de necessidade duvidosa. O Estado aumentou a despesa e não com infraestruturas reprodutivas. Findas as obras o desemprego voltou a aumentar e estamos na mesma ou pior. É também sabido que o investimento público em obras, procura mão obra barata. Essa é encontrada nos emigrantes e não nos portugueses. O Estado sente nessa altura necessidade de abrir as portas a 50 mil emigrantes anuais não resolvendo o "desemprego nacional". Findas as obras passamos a ter portugueses e emigrantes no desemprego. Façam um estudo sociológico aos investimentos da Expo e depois do Euro e verão que depois de um pico de euforia económica, veio a uma crise agravada de desemprego. Quinta-feira, Maio 19, 2005 Sócrates campeão no Sete e meio
Nestes dois meses, a derrapagem do défice continua e no fim do ano, o défice chegará aos 7,5%. Nestes dois meses, o Desemprego atingiu os níveis mais altos dos últimos oito anos - 7,5%. O objectivo número um do governo combate ao Desemprego com a criação de 150 mil postos de emprego, é uma miragem. A cassete gasta de Sócrates repete - a solução está no Crescimento Económico. Mas esse não está nas mãos do governo. O Crescimento Económico é feito pelas empresas privadas. Sócrates, pressionado à esquerda e pelos sindicatos, retira às empresas, as condições para crescerem, criando por outro lado mecanismos de intervenção estatal no mercado. O 7,5% é assustador e a previsão é em queda. Guterres já deve ter visto este filme. Constituição EuropeiaQual a diferença objectiva entre o NÃO de Pacheco Pereira e o NÃO de Francisco Louça ? Quarta-feira, Maio 18, 2005 As medidas para a criseComo já escrevi em post anteriores, o governo Sócrates tarda em tomar medidas de ataque à crise. As medidas emblemáticas anunciadas (farmácias, férias judiciais, 1000 jovens nas empresas, etc) não se tornaram efectivas nem terão qualquer efeito sobre o défice. O anúncio de Vitor Constâncio sobre o crescimento do défice, este ano, para 7%, fez tocar os sinos a rebate. Todas as promessas eleitorais foram arrumadas na gaveta e "certezas" como o não pagamento das SCUTs passaram ao esquecimento. Vai mesmo haver pagamento das SCUTs. E bem. Mexia tinha razão. Cravinho, não. O Ministro das Finanças elencou praticamente todos as possibilidades de aumentar a Receita e algumas de diminuir a Despesa. Não sei se será Sócrates a decidir quais serão aplicadas. Uma coisa parece-me evidente. A diminuição da Despesa, deveria ter o maior peso no esforço do equilíbrio das contas. E essa diminuição da Despesa, deveria aparecer da reestruturação drástica do Estado com uma diminuição em cerca de 1/3. O Estado tem cerca de 750.000 funcionários, 40.000 sem vínculo. Com estas medidas reduz-se a Despesa Estatal. Investimento só na ajuda à exportação e no turismo. Não em cimento nem em obras megalómanas em tempo de vacas magras. A Receita deve ser aumentada, não pela subida de impostos, mas pelo combate à evasão fiscal (quase nada foi feito) e por uma lei mais inflexível que obrigue as empresas a pagar à Segurança Social as suas dívidas. Os empresários por conta própria e os liberais continuam a apresentar salários mínimos. A maioria das empresas não paga IRC. As grandes empresas como os Bancos continuam a pagar taxas irrisórias. As empresas estatais não pagam como as privadas deveriam pagar. O Estado continua a subsidiar uma série de empresas estatais mal geridas. Sou crítico deste governo porque o critério socialista que vão aplicar na escolha das medidas para combater a situação actual é fácil de prever. Não vão tocar no Estado, nem na sua estrutura actual, nem no seu gigantismo, nem nos seus gastos. Vão colectar mais impostos aos "mesmos de sempre", que alimentarão ainda mais a despesa estatal. Como nenhuma melhoria estrutural será feita, o défice permanecerá acima dos 3% durante toda a legislatura até que a UE intervenha. 1 - 3 Infelizmente derrotado pelo CSKA na própria casa. O Sporting teve um maior controle a meio campo, mas uma linha avançada totalmente ineficaz, com Liedson bem anulado por um gigante. Chegados ao 1-2 Peseiro e jogadores perdem a cabeça e investem tudo no ataque deixando ao CSKA o contra ataque fulminante. O terceiro golo foi o resultado duma melhor tática dos russos, que penso terem merecido a vitória, ainda perdendo algumas oportunidades flagrantes. Terça-feira, Maio 17, 2005 Alarmismo![]() ![]() ![]()
Quem criticou o discurso da tanga, enveredou agora por um alarmismo histérico e pessimista que fará desaparecer a pouca confiança dos agentes económicos. Preparam a desculpabilização, para o período mais grave de sacrifícios a que irão obrigar o país. Prevista a subida generalizada de impostos em todas as vertentes (IVA a 21%, IRS, impostos indirectos como o automóvel, ...), cortes na saúde, congelamento de salários na FP, travagem nas despesas das promoções automáticas dos professores do ensino primário e secundário, "recomposição das despesas sociais" (sabe-se lá o que isto abrange...), alterações nas reformas, fazer pagar muitas das SCUTs (quem diria...), revisão nos subsídios de desemprego. A dramatização criada, está a lançar o pessimismo, a retrair o investimento, a diminuir a oferta de emprego. Presidente de Portugal, Presidente do BP, Chefe do Executivo, todos preocupados. Imaginemos o comandante dum avião a 5 mil pés de altitude anunciar aos passageiros que a tripulação está "preocupada" ! É evidente o desnorte do governo e entidades reguladoras como o BP para reagir à situação. Como é possível que se continue sem saber dimensionar a real situação financeira do país, quando essa é uma tarefa obrigatória e essencial do Banco de Portugal e do Ministério das Finanças. Como se pode gerir uma "casa" sem conhecer a cada momento os diversos indicadores económicos ? Esses indicadores não devem ser avaliados só em certos momentos de crise. Devem ser conhecidos permanentemente para uma eficaz gestão da economia do país. Declarar de uma vez por todas a situação económica e mostrar confiança e competência para a ultrapassar. É isso que o país precisa. Segunda-feira, Maio 16, 2005 Um ídolo para o PCP A perseguição dos kulaks, a resistência às campanhas de colectivização das terras e dos meios de produção nos kolkhozes resultaram na deportação e execução de mais de um milhão de pessoas. A “fome do terror” de 1932-1933, no Volga e na Ucrânia, onde os comissários elevaram as quotas do Estado para punir os camponeses e os deixar sem meios de subsistência, provocou entre seis e onze milhões de mortos. Nadezhda Allilueva, a segunda mulher de Stalin, suicidou-se nesse ano de violência extrema. [texto]O Avante!, órgão central do PCP, "reabilitou" nas duas últimas semanas o dirigente comunista mais polémico de sempre. Enfermeiro de famíliaOs cidadãos tem cada vez mais dificuldade no acesso aos cuidados médicos. Quem não tem ADSE SAMS ou outro qualquer convénio de saúde, desespera nos corredores dos hospitais estatais para conseguir uma consulta para as calendas gregas. O Estado tentou iludir o zé povinho criando a figura do "médico de família", algo que até hoje é bastante nebuloso para muitas pessoas. Na maioria dos casos, não há qualquer laço de confiança ou conhecimento entre médico e doente, sendo a escolha feita a olho através de lista apresentada a um balcão. Actualmente os médicos, que não têm qualquer interesse ou prazer nesses papel, recusam mais "afilhados". Há centenas de milhares de portugueses a aguardar vaga para um médico de família. A primeira pergunta na primeira consulta com um "médico de família" feita por um familiar foi: porque é que o senhor me escolheu se eu não o conheço de lado nenhum ? Pois, porque me meteram uma lista de médicos na frente e saíu o sr. dr. na rifa ! A contrariedade do médico foi evidente. Em Agosto não posso estar doente. O médico vai a banhos e a menina do guichet insiste que a consulta é com o médico de família! O João tem uma dor de dentes e vai ao médico de família, que passa uma guia para ir ao dentista. E temos guias para o Otorrino, para o Dermatologista e por aí fora. É mais um obstáculo para aumentar o tempo de espera e fazer desistir quem precisa de cuidados médicos. E agora, não havendo médicos disponíveis, este governo prepara-se para o "Enfermeiro de família". Espero que os ministros e os seus filhos sejam os primeiros a ir ao enfermeiro apresentar as mazelas, deixando os médicos para os restantes cidadãos. Era pedagógico. O enfermeiro olha e dá um palpite... e nós acreditamos. Ou ele não é assim tão burro e manda-nos ao médico (de família ?), e este ao especialista. Na última consulta, o doente morreu ou já sofre de coisa diferente. Enquanto milhares de pessoas andam entretidas a ouvir diagnósticos de enfermeiros que não foram preparados para essa função, os hospitais ficarão mais folgados. Quem sabe se poderão fechar uns tantos. Um meio de fazer chegar os cuidados médicos às pessoas, não entupindo as urgências, foi a criação dos SAP - Serviço de Atendimento Permanente, que fizeram um excelente trabalho. Actualmente assistimos ao encerrar de muitas dessas unidades. Correia de Campos tem mais uma ideia brilhante. Muda-lhes o nome e vai criar "unidades de saúde familiares (USF), fisicamente próximas dos utentes, na malha urbana, aonde eles possam ir a pé, sem necessidade de recorrer a transporte, que sirvam no máximo cinco a seis mil pessoas, e onde os doentes se sintam bem". Pois, chamavam-se SAP e aposto que ficarão nos mesmos locais com placas diferentes. Enfim, quem não está "convencionado" continua "tramado" e em caso de aflição, entra no taxi e ruma às urgências mais perto. Para aflições mais pequenas, pergunta ao farmacêutico ... que deve saber mais que o enfermeiro de família. Domingo, Maio 15, 2005 Nem no tempo da outra senhora...Os socialistas no governo não têm soluções para levantar a economia. Como precisam de dinheiro para os despesismos habituais, e obras de fachada como o TGV e nova ponte em Lisboa, vão sobrecarregar quem já não tem muito. Uma das medidas na agenda socialista é a igualização ao regime geral, do regime de IRS dos reformados, que beneficiam de uma dedução maior à colecta. Trocando por miúdos: os reformados vão passar a pagar mais impostos! Preocupações sociais ? Está à vista. Sábado, Maio 14, 2005 Choque no Governo
O MINISTRO das Finanças propôs ao Governo um conjunto de acções extraordinárias que chocaram vários ministros. Entre outras medidas, Campos e Cunha advogou o encerramento de serviços do Estado, o aumento do imposto sobre os combustíveis, a introdução de portagens em algumas Scut, o adiamento de grandes projectos públicos e a redução do período de subsídio ao desemprego.
Campos e Cunha é o "Calcanhar de Aquiles" deste Governo. Como diz Alvim num comentário "A grande curiosidade é saber para que lado vai cair Sócrates. Se despede o ministro das Finanças ou se despede os outros." O Ministro é economista competente e realista, e por isso, carta que não pertence a este baralho socialista. As suas ideias e soluções económicas não permitem os despesismos estatais próprios dos governos PS. É só uma questão de tempo para a fractura acontecer. Sexta-feira, Maio 13, 2005 Défice rosa a caminho do vermelhoO anterior governo deixou um défice de 6,8%. Victor Constâncio após "laborioso trabalho duma comissão", adianta que o défice para este ano rondará os 7% ! O Executivo socialista terá conhecimento destes números desde a última semana, o que fez com que o ministro das Finanças tivesse adiantado que só em 2008 é que Portugal conseguiria um défice abaixo dos três por cento. A promessa eleitoral era manter o défice abaixo dos 3%, nos 4 anos de legislatura e sem utilizar receita extraordinárias. Com as medidas estruturais que (não) têm sido tomadas, este governo chegará ao fim dos 4 anos sem se aproximar tão pouco dos 5%. O preço do crude, e as empresas privadas levarão com as culpas. Lisboa precisa de competência![]() Lisboa não precisa de um pavão vaidoso, armado em pseudo-intelectual, desconhecedor dos problemas lisboetas, e precisando de trampolim para alcançar lugares mais altos na política.
![]() Lisboa precisa da competência dum Engenheiro com obra feita, anterior Ministro das Obras Públicas, conhecedor profundo dos dossiers camarários, nascido e residente na cidade.
O BE e PCP lançaram os seus próprios candidatos (Sá Fernandes e Ruben de Carvalho), "salvando" os seu eleitorado de votar na "estrela mediática". Oposição em peso critica dois meses de Governo PS
A oposição em peso acusou ontem o Governo de José Sócrates de não ter soluções para o País, defendendo que os dois meses que o PS leva, à frente do Executivo, ficaram marcados por medidas casuísticas, "trapalhadas" e "confusões".
Alguém estará surpreendido com isto ? E ainda só passaram 2 meses. Até o BE e o PCP ajudam a descobrir a incompetência e inoperância deste executivo faz-de-conta. Quinta-feira, Maio 12, 2005 4.000 Milhões de Euros... é quanto o ministro das Finanças, Campos e Cunha, vai cortar no sector público, com particular incidência nos custos com o pessoal. Era previsível que viesse a acontecer. O dinheiro teria de sair de algum lado, e a redução da despesa pública é desejável. No entanto, a forma como a notícia é dada não é a melhor. Não pressupõe qualquer restruturação do aparelho do estado que traria excedentários a partir dos quais poderiam ser negociadas reformas antecipadas. Deste modo, não se fala em restruturação, mas em cortes nos custos com pessoal. Subsídios, horas extras, aumentos, etc, já que despedimentos sem restruturar não faz sentido. Os sindicatos devem estar a preparar os cartazes e as palavras de ordem. Para justificar a sua opção o ministro diz que desde 2001, a "economia estagnou", a "confiança afundou-se", o desemprego "quase duplicou", o défice "manteve-se insustentável". O "mais grave", diz, em jeito de crítica aos seus antecessores, "é que isto sucede" sem "crise internacional". A economia mundial, cresceu 5% em 2004 e o "comércio 10%". Faltou dizer que desde a tomada de posse deste executivo, nenhum daqueles indicadores deu o mais pequeno sinal de inversão ou confiança. Afirmações infelizes, do padre... Domingos Oliveira da paróquia de Lordelo do Ouro foram aproveitadas, para toda a esquerda se levantar num alarido tentando passar para segundo plano aquilo que o padre quereria realçar: é crime matar uma criança ainda no seio materno. Ingénuamente e por uma falta enorme de bom senso, pôs-se a ponderar vários tipos de mortes, e a fazer um aproveitamento condenável da morte duma criança de 5 anos para explicar o seu ponto de vista. As infelizes afirmações dum simples padre numa recondita paróquia, são empoladas e servem fins políticos. Sem o saber, fez um grande favor aos que consideram, só haver criança após o parto. Aos que defendem a descriminalização do aborto em qualquer circunstância. Domingo, Maio 08, 2005 Tudo em aberto para a “negra”![]() ![]() ![]() N'Doye dá a vitória ao Penafiel e deixa o Campeonato por decidir a poucas jornadas do fim. Com os jogos que cada uma das equipes tem pela frente, alguém avancará um prognóstico? Será o próximo Benfica-Sporting uma final decisiva ? Os bilhetes para o dia 14 de Maio às 19h45 no Estádio da Luz, esgotaram completamente! Sábado, Maio 07, 2005 Bloco com divergências
Miguel Portas usa todos os meios no Congresso, para calar divergências internas. Até Santana Lopes foi usado nos insultos aos "renegados".[texto]
“Não nos vestirão a gravata, camaradas”, prometia João Teixeira Lopes, que apresentava a camisa pólo de marca e o sapato de vela como alternativa. Sexta-feira, Maio 06, 2005 Receita do NÃO ou Estado de (Des)graça
NÃO julgar os pequenos crimes económicos.
NÃO manter nas cadeias os presos com penas até 3 anos. NÃO fazer a Universidade prometida para Viseu. NÃO fazer o Hospital de Faro prometido em campanha. NÃO declarar a situação de calamidade devido à seca. NÃO fazer acordos de regime com outros partidos. NÃO manter Cursos com menos de 20 alunos. NÃO deixar acabar os túneis do Porto e de Lisboa até às autárquicas. NÃO actualizar o Salário Minimo Nacional. NÃO restruturar a Administração Pública, Ensino, Justica e Saúde. concluindo... NÃO FAZER NADA e NÃO FALAR NISSO ! [Desconstruindo, a não perder, no Jaquinzinho] Aniversário
O Abrupto faz hoje 2 anos.
Os meus parabéns e desejos de mais um ano (um de cada vez...) Um dos mais carismáticos blogues, mantido por JPP, comentador político dos mais mediáticos e influentes da praça, é local quase habitual de passagem para estar em cima do acontecimento. Desde a queda de PSL tem andado um pouco desviado da atenção que o choque tecnológico merece, entregue às paisagens e astronomias. Mas nem só de pão vive o homem. ...e vão três Marques Mendes resolveu trazer credibilidade à política mesmo à custa de menores resultados a curto prazo. Nota alta para Marques Mendes. Pedro Santana Lopes, Isaltino Morais e agora o major Valentim Loureiro. Tanto Isaltino como Valentim, mostram o seu apego ao poder, concorrendo como independentes e prejudicando o candidato PSD. Boas razões para deixarem de ser militantes do PSD. A entrevista que Judite de Sousa fez ao Major, deixou as interrogações e suspeitas intactas, no processo Apito Dourado. Os argumentos de Valentim foram rebuscados e a menorização que fez dos agentes da PJ e da Juiza não abonam a seu favor. Não sei se convenceu alguém. A mim não e pelos vistos à juíza, também não. 2 Vencedores Maioria absoluta contra as previsões do BE e para desgosto do Mário Soares. Depois de jogo impróprio para cardíacos, Sporting é recebido em festa no aeroporto. Já só falta o CSKA!
Quinta-feira, Maio 05, 2005 Quem se mete com o PS, leva ! Jorge "Coelhone" ameaça aprovar aborto sem novo referendo. O estilo "caceteiro" e arrogante já é conhecido. E quem é o visado pela ameaça troglodita ? O partido socialista tem maioria absoluta e por isso a "ameaça" tem um destinatário, e um significado. O destinatário é Cavaco Silva e o significado é o assumir desde já, a derrota do PS nas presidenciais. Só assim a "ameaça" faz sentido. Ribeiro e Castro diz hoje que não acredita que o PS faça letra morta de uma das promessas eleitorais. Mas se levar a cabo a imposição legislativa da Lei sobre o aborto, à revelia dum referendo popular e contrariando um anterior referendo, isso seria um grave atentado à liberdade e democracia portuguesa. Terça-feira, Maio 03, 2005 Sobre o Liberalismo
País sem governo![]() Sócrates em esforço tenta ainda convencer com seu discurso previsível. Apesar da ansiedade, o tempo político serenou. Passámos da agitação permanente, quase tumulto, para uma insuportável contenção, uma difícil compatibilidade com o ritmo mediático. É isto o novo guterrismo na versão Sócrates - a grande ilusão. [Rui Teixeira Santos in Semanário] Timidamente a Comunicação Social vai acordando para o grande logro em que o país vai caindo. As medidas avulsas e sem qualquer impacto social ou económico, o desviar da atenção para problemas de consciência (aborto, eutanasia, casamentos gays, adoções feitas por gays,...), as mudanças de nomes e de atribuições, tentam mostrar aos menos avisados que "alguma coisa" está a ser feita. Até o discurso parlamentar perdeu credibilidade. Marques Mendes sobre as SCUT: "Em que sectores vai cortar ? Como é que vai financiar este custo ? Sócrates argumenta: O governo já começou a poupar. Temos um governo mais pequeno e mais barato. Estamos a falar de 320 milhões de euros só para este ano. Blair ganha !![]() O Bloco de Esquerda tentou armar em adivinho ao fazer um Outdoor com 4 "perdedores". Dos 4 só Aznar perdeu as eleições num contexto em que o medo terrorista teve influencia, depois de ter produzido o maior crescimento económico que a Espanha já teve. Futuramente ainda se vai ouvir falar nele. Durão "perdeu" um lugar de Comissário Europeu. Bush "perdeu" folgadamente as últimas eleições e fica obrigado a mais 4 anos de governo. Blair "perdeu" o governo e no próximo dia 5 de Maio "perderá" novamente e folgadamente, as eleições britânicas. "Tony Blair, com todas as suas falhas, continua a ser a melhor opção do centro-direita que existe" diz o Economist. Por isso tão criticado por Mário Soares. Entrevista a Ribeiro e CastroBoa entrevista à jornalista Judite de Sousa na RTP2. Segundo Ribeiro e Castro, o CDS-PP irá manter a sigla PP como têm a maioria dos partidos Democratas-Cristãos e a "família política" europeia onde se reconhecem. "P" de Popular e não de Populista. Discorda da ideia defendida por Freitas do Amaral que tenta colocar o CDS no centro. Para Ribeiro e Castro, o CDS-PP é um partido declaradamente de Direita, vocacionado para uma franja de eleitorado da direita ao centro. Nunca de esquerda. Assim, sem ambiguidades. A posição quanto ao referendo europeu também está muito coerente. Apesar de algumas reticências ao tratado (bem explicadas), a indicação do partido é pelo "SIM", deixando no entanto a liberdade de voto aos militantes. Sobre as presidencias, apoio total a Cavaco. Pelo interesse que encontro no comentário de André Rocha Pinho a este post, transcrevo-o de seguida. Penso que Ribeiro e Castro estará sintonizado com a necessidade de unir forças, a crer pela insistência que coloca no convite a Nuno Melo para se manter à frente da bancada parlamentar e até pelo convite a Daniel Campelo. QUE OPTAR NÃO SEJA MUITO PERDER É demasiado comum utilizar o argumento de que, sempre que se apresentam mais que um candidato forte à sucessão da liderança de um partido, este sai enriquecido, revitalizado e mais desperto para os combates vindouros. Não que tal raciocínio não seja de todo correcto. A pluralidade de pensamentos e o debate de projectos são e sempre foram clarificadores. A discussão de estratégias, a apreciação de diferentes soluções e a possibilidade de praticar uma opção geram inevitavelmente cenários de actuação mais maduros, mais concretos e mais inteligíveis do que os potencialmente incongruentes unanimismos e os respectivos vazios gerados pela falta de necessidade de criar consensos. Contudo, sem que naturalmente isso seja apenas negativo, optar é perder. Efectuando-se uma opção, no mínimo, não se evita perder um pouco. Sempre que elegemos uma via, perde-se a possibilidade de seguir por outras. Sempre que preferimos algo, deixamos de ganhar alguma outra coisa. Sempre que decidimos por uma solução, surge o risco de ficar sem tudo o que as outras soluções têm de positivo. Ao CDS-PP compete-lhe não se deixar embarcar no absoluto erro de, tendo optado, permitir-se perder, mesmo que transitoriamente, muito daquilo que o partido tem já de valorizador. O partido é demasiado pequeno para suportar divisionismos que possam permanecer por um espaço temporal superior ao que é dominado pela realização de um congresso. Pequeno não em termos de expressão militante ou em qualidade da sua estrutura partidária. Muito menos é pequeno quanto à sua força ideológica e ao potencial de captação de votantes. Mas é insuficientemente grande no seu núcleo eleitoral fiel, que lhe confere a sua preferência nas urnas independentemente das marés que governam, em cada momento, a sociedade, o Estado e as forças políticas que lhe estão mais próximas. Cabe ao CDS, nesta particularmente determinante fase da vida partidária, encontrar as formas de alcançar as sintonias que lhe permitam trilhar um caminho menos rochoso do que aquele que José Ribeiro e Castro admitiu ter que percorrer após se instalar no “cockpit” da direita democrática portuguesa. Há pois que despontar a vontade, a coragem e a habilidade de agregar, na condução do partido, tudo aquilo que ele de melhor tem. Todos aqueles que, independentemente do seu grau de satisfação com o desfecho do vivo XX Congresso, asseguram a notoriedade e a credibilidade de uma força política que sempre foi capaz de bem representar a direita nacional. Aproximar as bases da cúpula partidária não pode, de forma alguma, de deixar de passar pelas estruturas intermédias, pelo grupo parlamentar, pelas distritais, pelo Conselho Nacional. Sob pena de não se conseguirem a coesão, a articulação de ideias e acções, a força de mobilização do partido e das mensagens que este transmitirá para o exterior. No entanto, para tal, a Comissão Política Nacional verá certamente também a necessidade de encontrar a disponibilidade e a motivação dos elementos das Comissões Políticas Distritais, dos valiosos deputados e dos mais competentes dirigentes que ainda há pouco ocupavam posições mais próximas da liderança e até dos órgãos do Estado. Não pode, pois, o CDS-PP dar-se ao luxo de manter equipas de inquestionável valia para o partido, de inatacável empenho e qualidade de actuação revelados nos últimos e difíceis percursos, mantendo-os à margem da estrada. E naturalmente, pois, não podem estes demitir-se de dar efectivos contributos, preferindo manter-se a assistir ao passar da caravana. A responsabilidade será forçosamente de todos. Para que se transforme a opção feita num conjunto maior de ganhos do que de perdas. Fazer com que optar seja pouco perder. Haja vontade, coragem e habilidade. André Rocha Pinho 05.03.05 - 7:36 pm Segunda-feira, Maio 02, 2005 O referendo ao aborto, abortou ...Acaba por ser uma boa medida, até pelas trapalhices que envolveram a preparação da lei, contestada também no interior do PS. Mas a decisão presidencial não é ingénua. Jorge Sampaio faz mais um favor a Sócrates assumindo para si o "odioso" da decisão (já que está de saída) e não precisando Sócrates de se desculpar perante o PCP e Bloco de Esquerda, por quem tem sido condicionado neste assunto particularmente. O refrão já é conhecido: "O BE dá o toque e o PS vai a reboque!". Desta vez não foi a reboque. Para alguma coisa servem os Presidentes da mesma cor. Sampaio não se importa com os previsíveis ataques da extrema esquerda. Prefere mais uma vez demonstrar a sua "imparcialidade", para justificar a conveniente dissolução duma maioria parlamentar. |
FREEDOM - With some the word liberty may mean for each man to do as he pleases with himself, and the product of his labour; while with others the same word may mean for some men to do as they please with other men, and the product of other men's labour. Here are two, not only different but incompatible things, called by the same name - liberty. And it follows that each of the things is, by the respective parties, called by two different and incompatible names - liberty and tyranny. - Abraham Lincoln.
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