Sexta-feira, Abril 30, 2004



Telhados de vidro

Daniel barnabé coloca foto do Durão no tempo do MRPP.

JPP responde com este post - O que é que Fazenda ou Louça disseram em 1975, 1976, 1980, 1990, de que não se lembram hoje? Onde está a reflexão que certamente fizeram? Ou tiveram sempre razão? Ou apenas “evoluíram” como o 25 de Abril?

E a argumentação de Rui Tavares é do tipo - Falo do Durão, porque sim. Do Louça só falarei quando ele falar dos post do Barnabé.

Isto é - nunca ! ... de que estavam à espera ?


Durão Barroso e Portas em baixa

Durão Barroso e Portas em baixa

Será que o "staff" de Durão anda a dormir ?

No que diz respeito à imagem dum governo ou partido, conta muito mais uma pequena notícia num jornal do que 100 medidas não publicitadas.
Se fôr feita uma consulta popular às últimas medidas faladas nos jornais (tomadas ou não) por este governo, ou por entidades a ele ligadas, obtemos a seguinte lista:

- Submarinos comprados por Paulo Portas.
- Entendimento divergente PSD/PP quanto à presença na cerimónia de condecorações 25/Abril.
- Solidariedade de Durão ao Major Valentim, enquanto dirigente do PSD.
- Acusação do BE ao Ministro da Saúde responsabilizando-o no negócio Netsaúde em que as Vodafone paga créditos aos médicos que atendem doentes, doentes que pagaram as chamadas de valor acrescentado.
- A oposição grita bem alto que algumas pessoas serão forçadas a trabalhar no 1º de Maio. O governo não toca no assunto.
- A falência da Bombardier está debaixo de olho daquela franja que decide as eleições. Será que o governo está a fazer tudo o que pode para resolver o assunto? Ou já lavou as mãos e o assunto é com a empresa canadiana?
- A greve das polícias tem a ver com atrasos nos pagamentos. Mais tarde ou mais cedo terão que pagar. O que estão à espera?
- A greve no metro resolveu-se pela metade. Porque não na totalidade? O representante do sindicato veio à TV dizer de sua justiça. Porque o representante do governo não fez o mesmo?
- O Tunel do Marquês .... será que algum conjunto de bons advogados explicou ao Tribunal que as obras são irreversíveis e os prejudicados serão os utentes?

Durão Barroso pode estar a controlar o défice, o desemprego, as importações e o PIB (não sei se está), mas o que "parece" ao simples votante, é o que tem ouvido só do lado da oposição. Do outro lado, o silêncio que antecede os desastres.


Tentáculos do Polvo

"Saco Azul" de Felgueiras abre novas investigações a juiz, autarcas e dirigentes desportivos

Receita para um Cocktail-Molotov:
Misture muito bem uns políticos e autarcas, alguns dirigentes desportivos, uns gramas de árbitros, bastantes construtores civis, finalize com 1 ou dois juízes.... não precisa de ir ao forno para explodir !


O clube EUROPA

Mais 10 países vão aderir a 1 de Maio à União Europeia.
Alguns como a Eslovénia, deixam para trás o Comunismo e abraçam o Capitalismo.

«Uma UE maior, com 25 países e cerca de 450 milhões de habitantes, é uma União mais pujante e competitiva», sublinhou Durão Barroso, acrescentando que o alargamento do mercado europeu permitirá testar «o engenho e competitividade» da economia nacional.

Para estes novos países, o Capitalismo com regras, a Economia de Mercado e a Globalização implícita, a Democracia e a Liberdade asseguradas através de eleições livres, são consideradas mais valias ao seu desenvolvimento e felicidade para os seus povos.

Que argumentos apresenta o PCP e a extrema esquerda, para justificar este apetite por um lugar neste clube? Serão países suicidas para deixarem as suas economias planificadas e aderirem às regras europeias?

Partidos que sempre rejeitaram a adesão de Portugal, contra estas evidências, alteraram o discurso de oposição, aceitando a UE como um facto consumado mas mal digerido. "Out-sider", será um representante do BE ou do PCP, sentado num Parlamento Europeu, discutindo a melhor forma de aplicar regras de Economia de Mercado.


Quinta-feira, Abril 29, 2004



Todos ao molho e fé em Deus ...

O Presidente recordou que "contra um regime iníquo e ilegítimo, tinham lutado republicanos e monárquicos, cristãos e agnósticos, socialistas e comunistas, trotskistas e maoístas, liberais e anarquistas", com métodos "muito diferenciados".

Tentei enumerar todas as 37 personalidades condecoradas por Jorge Sampaio, que, como dizem, deram o seu contributo para o regime democrático.

O critério de escolha, esteve na participação e criação de condições para o golpe do dia 25 de Abril ?
Ou esteve no empenho de valorização da Democracia e Liberdade ao longo destes 30 anos ?
Ou uma mistura das duas anteriores?
O PREC e as tentativas Totalitárias, foram tão só uma particularidade na evolução da nossa democracia, e tudo feito na melhor das intenções e por isso perdoado?

Algumas das “performances” daquelas personagens são tão polémicas, contraditórias e discutíveis que o valor da distinção se dilui e quase toma a forma dum perdão. É tudo boa gente...

Pergunto se uma selecção diferente: Salgueiro Maia, Ramalho Eanes, Melo Antunes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco e Silva e Sá Carneiro, (por exemplo), não seria mais representativa destes 30 anos de Evolução.


Quarta-feira, Abril 28, 2004



Mais uma vitória da Al-Qaeda


ROMA - Manifestação pela libertação dos reféns italianos

Uma manifestação contra a guerra e a favor da libertação dos reféns italianos no Iraque realiza-se quinta-feira em Roma, anunciou o presidente da Câmara de Sammichele di Bari, localidade no sul de Itália de onde é um dos reféns.

E a Europa vai-se vergando ... Por fim chamaremos pelos EU. Não será a primeira vez.


Terça-feira, Abril 27, 2004



(R)EVOLUÇÃO


O PSD e as polémicas

Figuras do partido mais próximas de Valentim Loureiro, não perdoam a falta de solidariedade de Durão Barroso e Morais Sarmento em relação ao major.

Durão Barroso esteve bem, não cometendo o erro de Ferro Rodrigues no apoio a Paulo Pedroso no caso de pedofilia da Casa Pia. Não envolveu o partido no processo judicial em que Valentim Loureiro é arguido, apesar das pressões dos amigos.
Valentim Loureiro esteve mal ao "forçar" a continuação na presidência na Câmara de Gondomar, apesar de suspenso pela juíza em outros dois cargos e de estar pronunciado em 21 crimes.


30 anos 25 de Abril - Comemorações polémicas

Jorge Sampaio condecorou na segunda-feira com a Ordem da Liberdade 37 figuras no âmbito das comemorações dos 30 anos do 25 de Abril. De fora da cerimónia ficou o CDS/PP por discordar da condecoração de Isabel do Carmo. Noutra polémica, um deputado do PSD-Madeira atirou para o chão um cravo vermelho.

Jardim aproveita para dizer umas verdades...

«Um aparelho de Estado que, emperrado nos mitos e utopias que traíram o verdadeiro espírito do 25 de Abril, finge ‘reformas’ que não são reformas, e que a Constituição da III República impede que o sejam», descreveu Jardim, justificando recusar celebrar a data com «aqueles que puseram em causa a democracia», com os responsáveis por uma descolonização «desastrada e criminosa» e com os «hipócritas e incompetentes que fizeram este regime da III República à revelia do poder soberano dos portugueses e trouxeram o País ao impasse actual».

Não entendo muito bem a coerência do CDS-PP em recusar a participação na cerimónia de condecoração de figuras ligadas ao golpe de 25 de Abril, discordando da condecoração de Isabel do Carmo, mas aceitando a de Otelo Saraiva de Carvalho. Não passou de um pretexto. Seria mais coerente afirmar que nunca participariam naquela "celebração folclórica".

Durão Barroso esteve bem, não deixando que a Democracia conquistada no 25/Abril fosse monopolizada pela esquerda. Assim se compreende estas palavras de Teresa de Sousa :

Temos um Governo cujo primeiro-ministro, sejam quais forem as apreciações sobre as suas políticas, soube interpretar a maturidade que a democracia portuguesa já atingiu, 30 anos depois da revolução, e agir em conformidade. Num espírito aberto, de reconciliação e de estímulo.
Isso não admira. Por mais defeitos que tenha, o chefe do Governo e do PSD também tem a democracia na massa do sangue, inscrita no seu código genético.


Chantagem dos terroristas

Rebeldes ameaçam matar reféns italianos

A «Brigada Verde» - assim se autodenomina o grupo de rebeldes que raptou três cidadãos italianos no dia 12 - fez, ontem, um ultimato a Roma: ou, no prazo de cinco dias, os italianos realizam manifestações contra a ocupação do Iraque, ou os reféns são mortos.

Depois da chantagem ter funcionado com Espanha, os terroristas sobem a parada e exigem manifestações aos italianos. É só mais um degrau.


Segunda-feira, Abril 26, 2004



25 de Abril - A Descolonização (1)

O Post “25 de Abril, Nunca” no Blasfémias do Rui A. provocou um debate sobre uma outra visão do 25/Abril, diferente da que é apresentada pela esquerda revolucionária. Extraí alguns bocados dessa discussão. Em IRREFLEXÕES é feita uma boa crítica ao post de Rui Albuquerque limando alguns exageros como o facto de recusar festejar a data de 25 de Abril.

Comentarios :




Rui, gostei da tua análise. Excelente texto. No entanto, não posso tirar o significado ao 25/Abril sendo ele o fim da ditadura e o início atribulado do que viria a ser a Democracia e Liberdade de hoje. Foi a "nossa" mudança desajeitada liderada por uns teóricos, com motivos tão pouco patrióticos como a negação da entrada dos milicianos nas suas carreiras militares. Não tens outra data para festejar a passagem Ditadura/Democracia. Os espanhóis e gregos neste assunto foram superiores. Não precisaram duma Revolução para ter uma Evolução.
Era militar na altura e posso dizer-te que as teorias de Spínola depois de 25/Abril, já não vingariam pois o exército estava minado moralmente e os extremistas de esquerda controlavam o poder. Subscrevo João Miranda: o tempo da descolonização alternativa já tinha passado. Mesmo assim poderia ter sido feito mais e melhor, não fora a subserviência soviética dos cabecilhas do golpe.
carlos


...
Já agora, distinto africanista, pode-me dizer se as ex-colónias anglo-francas que não caíram nas mãos soviéticas tiveram e têm melhores percursos do que as nossas ex-colónias. "Mau, lá vem um pró-soviético" dirá...não, apenas procurando deixar cair a ganga desses preconceitos com que V. ancora a crítica. ...
jpt


Caro jpt,
Sem qualquer dúvida. Angola Moçambique e Guiné depois de 500 anos de colonialismo, tiveram as piores descolonizações de África mesmo pior que a Argélia e o Congo-Belga. Sem deixar de culpar em primeiro lugar Salazar e Caetano, por não terem preparado as independências a partir de 1950, a força dominante que tomou o controle (?) do país, estava em perfeita sintonia com os interesses soviéticos, assim como estavam os partidos africanos que privilegiou para a “entrega” das colónias. Os acordos interpartidários foram esquecidos e as promessas de Mário Soares para respeitar os interesses dos portugueses e África, totalmente esquecidos. As populações não foram consultadas, não houve eleições, e o marxismo foi aplicado brutalmente numa sociedade que não se revia nele. Foram criadas todas as condições para que os moçambicanos brancos, indianos, goeses, mistos e bastantes negros tivessem de abandonar o seu país. Hoje portugueses, visitando as ex-colónias, ainda ouvem dos mais velhos: ‘tamos mal mal... vocês nos abandonaram.... Economia destroçada, partidos ainda não preparados para tomar conta de países com enormes carências, e o resultado está à vista. Fome, miséria, estagnação, corrupção e neo-colonialismo fortíssimo neste momento, mesmo já tendo abandonado as ideologias iniciais que como em Portugal, destroçaram a economia.
As guerras fratricidas que duraram décadas foram mais uma consequência do modo e da pressa como a descolonização foi feita. A “descolonização exemplar” é responsável por muitos milhares de mortos por balas e pela fome, e pelas grandes dificuldades que estes países atravessam neste momento. E caro jpt, não li isto em lado nenhum e sempre fui a favor das independências.
carlos


quanto às descolonizações já disse que pensava mas já agora eles por lá que também não venham atirar culpas à cara porque também tiveram muito "galo a disputar a capoeira"...
Zazie


"Economia destroçada, partidos ainda não preparados para tomar conta de países com enormes carências, e o resultado está à vista"
Lembra-se de um país chamado Rodésia? Tornou-se independente e adoptou o nome de Zimbabwé, foi até há poucos anos um celeiro em África... hoje é, mesmo sem descolonização portuguesa, mais um dos países onde se passa fome em virtude do chamado socialismo científico.
diogenes


vamos a ver. não venho contestar a ideia que se tem do pós-colonial [que é diferente segundo os países]. Mas o ponto que me atrapalha é este: a ideia corrente que o presente dos "PALOP" é horrível e que isso se deve a uma péssima descolonização (até traidora, para muitos). Ora essa "péssima descolonização" não aparece quando se fala de França, g-b ou Bélgica. E, francamente, o presente desses países não é melhor do que as nossas ex-colónias. Donde...os problemas dos últimos 30 anos terão sido causados pela descolonização?
É assunto interessante, acho eu. Mas ultrapassará o espaço de um comentário.
Em geral repito o que disse, linha excessivamente grossa neste seu post.
Cumprimentos, até breve
jpt


A Descolonização apressada


Mas não tenho a mais pequena dúvida. A descolonização apressada da ex colónias é a principal responsável pelo martírio por que passaram e ainda passam as populações daqueles países. A guerra entre Renamo e Frelimo poderia ter sido evitada. A guerra entre a Unita e o MPLA também poderia ter sido evitada. Os acordos de paz feitos agora entre esses movimentos deveriam ter sido feitos na altura. Mas o marxismo não teria sido a ideologia aplicada. Nem a URSS, nem os partidos africanos comunistas, nem os revolucionários de esquerda em Portugal queriam isso. Rosa Coutinho (um desses) manobrou em Angola, de modo a favorecer o MPLA sem mexer um dedo em defesa dos direitos dos seus concidadãos que para ele são e continuam a ser colonialistas da pior espécie. Victor Crespo (outro) ficou sentado e deixou que a Frelimo actuasse livremente, retirando o mais depressa possível (em debandada) as tropas portuguesas que estavam descomandadas pelos oficiais aderentes ao golpe e sem ordens para controlar a situação.

De Timor pouco há para dizer. A responsabilidade pelo enorme desastre cabe direitinho aos mesmos senhores. Mais uma vez à pressa, entregaram e armaram o partido esquerdista, pensando criar uma Cuba entre os regimes capitalistas da Indonésia e da Austrália. A invasão pela Indonésia com o olhar complacente dos EU e Austrália era previsível. À custa de muito sangue, da inflexão da Fretilin, de muita coragem, e de muita ajuda portuguesa cuja consciência pesava demais, ajuda de Clinton, foi possível acertar as coisas.

Os revolucionários que tiveram nas mãos os destinos destas ex-colónias, sabem que fizeram “borrada”. É notório o esforço para não tocar no assunto. Não abrir feridas. Martelando sempre que foi a “descolonização possível, dadas as circunstâncias...”. Os partidos no poder em Angola e Moçambique continuam a ser os mesmos a quem o poder foi oferecido. Não vão pedir responsabilidades a Portugal pelo que lá sucedeu durante estes 30 anos.

Cada potência colonizou de modo diferente. A França e a Bélgica nunca se ligaram “afectivamente” às colonias, mantiveram reduzida presença e o desenvolvimento foi quase nulo. A saída quase não foi sentida. Os países ficaram como sempre estiveram: parados e dependentes externos, principalmente das antigas potências colonizadoras. A Inglaterra também nunca se esforçou muito pela valorização das suas colónias. A Africa do Sul e Rodésia devem o seu desenvolvimento à riqueza desses países e à presença de uma comunidade grande de colonos que progressivamente se desligaram da Inglaterra e passaram a considerar África o seu continente. A independência da AS foi feita com algum cuidado, a nova constituição redigida de acordo com o ANC, AD e Inglaterra, fazendo-se uma passagem progressiva de poderes e o Presidente Nelson Mandela mostrou como se pode criar condições para a maioria das pessoas que tinham o Know-How, se manterem no país, se sujeitarem à Democracia e esquecerem o Apartheid. A menos que apareça algum dirigente racista ou tribalista, penso que a AS tem todas as condições para ser a maior potência de Africa a médio prazo.

A Rodésia, agora Zimbabwé, padeceu de um processo em parte, idêntico às ex-colónias portuguesas. Não foram estipuladas fases de transição, mas entregue o poder a mais um seguidor das políticas socializantes, além de racista. Robert Mugabe foi uma grande decepção não só para a Inglaterra. Também não soube integrar e controlar, a comunidade que detinha a economia no novo regime. Preferiu persegui-la ganhando pela demagogia, os votos da maioria negra que tinha sido explorada, acusando “os brancos” por toda a desgraça que a sua política ía motivando, para se manter no poder.

Com excepção das anteriores e da Argélia, as restantes independências de Africa, pouco terão que se possa em discussão, comparar aos processos portugueses. Foram descolonizações sem luta armada em que o descolonizador também era interessado na separação ou desinteressado.


Domingo, Abril 25, 2004



Hoje, 25 de Abril

25 de Abril, dia da Liberdade

Dia que marca o derrube da Ditadura de Salazar, em que se abrem os horizontes da Democracia. Hoje foi um lindo dia, mas amanhã os grupos extremistas radicais começavam a pôr em causa esta vitória do povo português, tentando a revolução popular debaixo das ideologias marxistas-leninista, inspirados pela URSS. O sistema económico vai ser arruinado em alguns meses, a descolonização vai ser feita à pressa e rotulada de "exemplar", os novos países africanos abandonados a regimes comunistas. A Liberdade acabada de alcançar, em breve estará ameaçada por um Totalitarismo soviético.
Felizmente o abismo foi avaliado a tempo, até pelos próprios revolucionários, e em 25 de Novembro do ano seguinte, cumpriu-se Abril, com a aceitação de eleições livres e os partidos democráticos no poder.


Sexta-feira, Abril 23, 2004



Indemnização às vítimas de pedofilia

Valores podem chegar aos 75 mil euros

O ministro Bagão Felix quer formar uma comissão arbitral, para atribuir indemnizações a todas as vítimas de pedofilia da Casa Pia, sejam quais forem os resultados dos processos judiciais. As indemnizações podem chegar aos 75 mil euros.

Decisão acertada de Bagão Felix que contraria a habitual desresponsabilização estatal. O Estado e seus dirigentes foram os maiores culpados morais da tragédia verificada na Casa Pia. É de toda a justiça a indemnização que agora é feita pelo Estado.


Gostar ou não gostar


"Não gosto nade do Otelo. Mas gosto do rigor. Comparar o Copcon ao ELP ou MDLP é puro revisionismo histórico, mesmo que não goste do que representou o Copcon. Disitndo por isso o Otelo do 25 de Abril, estratega da nossa liberdade, do Otelo do Copcon, vanguardista irresponsável, e do Otelo das FP 25, louco responsável moral por crimes de sangue."


Não fui eu que disse !

Daniel Barnabé vai-nos surpreendendo com as suas tiradas que vou coleccionando. Já sei que não é comunista. Que é mais reformista que revolucionário (mas detesta a evolução nestes 30 anos!). Tem lido muito do que aconteceu no 25/Abril pois só tinha 4 anos de idade, e concluiu que não tem nenhuma simpatia pelo PRP. Não gosta nada do Otelo. Detesta os ditadores de esquerda como Fidel, Kim Jong-il e Lenine. Não alinha com o Bin nem com o Omar Bakri. Sobre o Hamas não sei, mas lamentou a morte dos dirigentes. Do que gosta em termos políticos e seus mentores, guarda religiosamente para si. Só falta dizer que o Socialismo Revolucionário do Bloco de Esquerda não é o melhor para Portugal. Mas é melhor não dizer ou seria expulso do BE e teria que, coerentemente, seguir os passos do falecido Acácio Barreiros.


Quinta-feira, Abril 22, 2004



25 de Abril - e a tentativa totalitária

Saúdo o dia 25 de Abril, data em que terminou a Ditadura e o povo português teve nas mãos a possibilidade de construir um futuro melhor baseado na Liberdade e Democracia.

Seguiram-se durante alguns meses, as práticas revolucionárias com que a extrema-esquerda tentou implantar em Portugal um regime socialista idêntico ao de Cuba, acabando com as eleições livres. Tentam hoje confundir esse período e práticas, com o genuíno 25/Abril, o que lhes traria credibilidade.

O golpe de 25 de Novembro, instituiu definitivamente a Democracia e temos assistido desde então, a uma evolução positiva a par de outras Democracias no âmbito da União Europeia.

O Poster serve bem para lembrar, a tentativa de tirar ao povo esse instrumento fundamental da Democracia: o voto ! Serve para lembrar que estes grupelhos continuam a ter seguidores, com poucas hipóteses de alcançar os seus objectivos, mas com poder suficiente para minar os alicerces da nossa Democracia.

Nesta ENTREVISTA feita aos dois principais dirigentes deste partido, pode ser entendida a receita que tinham para Portugal.

Realço pequenos excertos da entrevista que recomendo a leitura.

Do valor do voto em branco à constituição de um exército popular


ISABEL DO CARMO - ... um dos factores de impasse do avanço revolucionário é o partidarismo, o sectarismo partidário, que, neste momento, com as eleições, está a atingir foros de fanatismo religioso. Isto será ultrapassado por uma organização não-partidária mas que seja de base e unitária. Dos trabalhadores. Eleita nos seus locais de trabalho. Que ultrapasse os partidos.

... 0 exército a formar deverá, por conseguinte, conjugar estas três forças: trabalhadores armados nas empresas, soldados (porque são trabalhadores) e oficiais revolucionários, pondo de lado tudo quanto sejam oficiais de direita ou que não se definiram até à data.

CARLOS ANTUNES - .... Este é o reformismo revisionista pois há um outro que é «tout court» capitalista, ou neo-capitalismo como os tecnocratas lhe costumam chamar. É a social-democracia europeia, que é a ponta de lança do imperialismo americano

.... Ora bem, nós assistimos a toda uma jogada do imperialismo no sentido de impor a via eleitoral. Para nós, o 11 de Março significa comprometer o poder actual com o processo eleitoral.

ISABEL DO CARMO - De acordo com a opção que pomos entre fascismo e socialismo pensamos que a ida às eleições e o trabalho dentro de uma perspectiva eleitoral nada adianta à organização do proletariado português, no sentido revolucionário, no sentido da tomada do poder. Negamos «a priori» que as eleições sirvam para os trabalhadores tomarem o poder. Nunca, em parte nenhuma do mundo, o socialismo foi implantado através de eleições, e acreditamos que através delas a burguesia nunca deixará perder os seus privilégios. Aproveitar as eleições para fazer a nossa propaganda, não nos pareceu útil, uma vez que o eleitoralismo é um desgaste de energias enérgicas, para nós muito necessárias neste momento de urgência de harmonização revolucionária para a tomada do poder. Os partidos que se envolvem nas eleições estão a perder o melhor das suas energias e dos seus militantes numa luta sectária, fanática, numa luta de partidos contra partidos que apenas serve para dividir a classe operária, sendo quase o virar as costas ao inimigo principal, que é constituído pelo imperialismo. Para nós, prioritário é organizar a classe, no sentido da tomada de poder e não para luta eleitoral.

CARLOS ANTUNES - Entretanto é preciso dizer que Portugal deve procurar fugir ao bloqueio que, de certeza absoluta, se vai dar, tal como se deu em Cuba, embora aqui, como a nossa economia é mais diversificada, os problemas não venham a ser tão grandes, encontrando relações com a China e com os países do Pacto de Varsóvia em condições de igualdade. De qualquer forma, parece-nos que, mesmo que as dificuldades não sejam tão grandes como as que experimentou o povo cubano, ao contrário do que dizem os reformistas, que pretendem preservar os interesses de uma pequena e média burguesia, que se impõe grandes sacrifícios, sacrifícios divididos irmamente por todos os trabalhadores, e que se impõem mesmo alterações profundas nos hábitos que esta sociedade capitalista criou. Pensamos assim que é impossível uma solução socialista neste país sem uma profunda revolução cultural.

(foto Barnabé)


25 de Abril - O herói maldito


Quarta-feira, Abril 21, 2004



Justiça será feita

O crime de pedofilia na Casa Pia, verificava-se há anos. Muitos governos passaram, alguns dirigentes receberam queixas das vítimas, havia indícios e ninguém fez nada. Parece que alguma coisa mudou.
Os indícios de influências e corrupção no futebol, os resultados "construídos" sempre foram falados e ninguém fez nada. Parece que aqui alguma coisa mudou.
Pode-se dizer neste caso que “comem todos e há moralidade” dado que há arguidos dentro e fora da zona partidária do governo. Bom sinal. Em termos políticos, importa mais saber se a Justiça funciona, a saber os partidos a que pertencem os arguidos.
O funcionamento da Justiça não é matéria à margem da governação. A Ministra de Justiça, apesar de criticada pela oposição, prepara alterações ao Código de Processo Penal que trarão mudanças em áreas como o segredo de justiça e a prisão preventiva. Há também projectos de reforma e de reorganização da Justiça Cível. Apesar da burocracia e da lentidão da Justiça, parece que alguma coisa está a mudar.
Os portugueses, algo sépticos, aguardam o desfecho destes julgamentos. Veremos se a conclusão destes processos, confirma que com este governo, a máquina da Justiça funcionou melhor.


Submarinos necessários ?

Marinha pediu à NATO para apoiar submarinos

...e a Nato responde: "Portugal tem pouco dinheiro e o pouco que tem será desperdiçado na compra de submarinos, tendo-nos pedido que justificásemos tal opção. Não o faremos"

Mais uma vez o Governo toma decisões sem explicar os motivos, deixando que notícias como esta não tenham de imediato uma resposta. O que leva Paulo Portas a gastar 770 milhões de euros ? A Ministra das Finanças assinou por baixo ?

Uma forte razão poderá ser o reforço da força naval que Portugal apresenta à Nato de modo a manter em mãos portuguesas a vigilância da nossa Zona Económica Exclusiva, e da zona militar matítima ao cuidado de Portugal, desde sempre apetecida pelos "nuestros hermanos". Se a razão é esta, não foi explicada ao "pagante" e não se entende a resposta da Nato.


Terça-feira, Abril 20, 2004



Tribunal Constitucional aprova «Força Portugal»


Pensamentos ...



1. Ai que tou fo-di-do...
2. Nunca pensei ...
3. Eu? Táva na casa de banho ...


Pedofilia e chantagem

Desistências de Queixas Prontas a Assinar no Caso de Pedofilia dos Açores

A Polícia Judiciária (PJ) de Ponta Delgada denunciou ao Ministério Público as tentativas de manipulação de testemunhas do processo de pedofilia da Lagoa, a quem foram apresentadas declarações escritas, que elas só precisavam de assinar para desistirem das queixas.


Como podem as autoridades judiciais considerar sequer a hipótese de aceitar estas declarações escritas, quando são obtidas a troco de algum dinheiro que as famílias necessitam ? Como aceitar que algumas famílias assinem pelos menores que foram as vítimas do crime ?
Mas já hoje ouvi na rádio alguém com responsabilidades declarar que "não lhe repugna este procedimento, pois o fim da justiça é fazer com que ambas as partes fiquem de acordo com a sentença". A mim repugna-me. Mas deve ser por entender pouco de leis...


Terroristas em Manchester

Dez pessoas capturadas ontem
Terroristas detidos em Manchester planeavam imolar-se num estádio de futebol


Desta vez foram descobertos a tempo. Mas é practicamente impossível detectar todas as tentativas de atentado e mais cedo que tarde, nova grande tragédia será noticiada. A xenofobia irá aumentar em toda a Europa bem como o controle policial sobre o movimento das pessoas. Os serviços de espionagem e contra-terrorismo irão passar a comer a parte maior dos orçamento de defesa. Quando se deu o 11 de Setembro, parecia um lugar comum dizer-se que o Mundo nunca mais seria o mesmo. Os factos vão dando razão à profecia.


BE acusa PS de indefinição

Miguel Portas diz que os socialistas têm de se definir
Iraque: BE acusa PS de indefinição e pede oposição unida sobre regresso da GNR

O Bloco de Esquerda (BE) acusou hoje o PS de não ter uma ideia definida sobre o conflito iraquiano e pediu o apoio dos socialistas à retirada da Guarda Nacional Republicana (GNR) do Iraque, para que haja consenso na oposição portuguesa.


O Bloco de Esquerda tenta desta forma liderar a oposição e ganhar relevo junto do eleitorado.
Esperemos que o PS e PCP não precisem de quem pense por eles.


Segunda-feira, Abril 19, 2004



Facciosos ? nem um pouco....

Os barnabéus viram-se confrontados com a entrevista do post anterior.
Ela não é contra o Bush, nem Sharon, nem Durão, nem nada que cheire a direita. Não é a notícia que gostam de postar. Foge à ideologia do blog. É uma horrorosa entrevista feita a um terrorista. Naquele blogue, os movimentos extremistas islâmicos são tolerados. Quando são "brandamente" criticados servem simplesmente para dar o tom à conversa. São maus mas....o Bush é pior ! O Rantisi é terrorista... mas o Sharon é muito pior. Mas esta notícia não foi criticada.
Desta vez a estratégia só podia ser, passar em branco, e não falar no assunto. É a bomba do dia e não se safavam. Ou fazer aquilo que fizeram.
Colocaram 14 post seguidos sobre o mesmo assunto (ninguém vai dizer que não falam da entrevista), mas nem uma palavra de reprovação. Em vez disso, "galhofaram"...
Uma boa maneira de tirar importância ao assunto. Uma boa maneira de banalizar as afirmações. Uma boa maneira de ser parcial.
Os 14 títulos dos post são esclarecedores... É uma galhofa pegada ! e Uga, uga! Bum, bang!


O terror é a linguagem do século XXI

Omar Bakri Mohammed, Líder do "Londonistão" e Teórico da Al-Qaeda na Europa
Público, Domingo, 18 de Abril de 2004

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P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
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De leitura obrigatória, principalmente para os que estão sempre prontos a procurar uma desculpa para os ataques terroristas feitos pelos fundamentalistas islâmicos.


Terroristas ?


São ambos "terroristas" ?
Rantisi é o leader do Hamas e o Hamas é uma organização terrorista (assim definida pela ONU) que advoga a destruição do Estado de Israel e não é representante nem dirigente dos Palestinos. Arafat sim.
Está em guerra com Israel, foi responsável por vários atentados. No último, um homem-bomba do Hamas, matou um soldado Israelita. Logo a seguir Rantisi foi morto pelo exercito israelita como retaliação.
Sharon aceita o Estado da Palestina e está em negociações com Arafat. Ao mesmo tempo, ataca os grupos terroristas como o Jihad Islâmico, Brigadas de Al Aqsa, Hezbollah, etc que têm posto em causa as negociações entre as duas partes com os repetidos atentados.
Se alguém que ataca terroristas é terrorista, então Sharon é terrorista. Mas não tem outra saída. A Europa também atacaria Bin Laden se soubesse onde ele está.
A guerra está sem fim à vista. Se Israel desistir de lutar, desaparece como país. Os grupos terroristas jamais irão baixar as armas.
Os comunas e afins, estão ao lado do Hamas e dos restantes movimentos terroristas, pois um sentimento os une: o ódio pela América e por Israel.


Domingo, Abril 18, 2004



JUSTIÇA PARA OS EX-COMBATENTES

EX-COMBATENTES RECEBEM PRENDA NO 25 DE ABRIL
O Governo vai aprovar na próxima quinta-feira, em Conselho de Ministros, o diploma que concretiza a lei de regulamentação da contabilização, para efeitos de reforma, do tempo de serviço dos ex-combatentes no Ultramar.


Um dos comentários colocados à notícia:
Meus Amigos Vale mais tarde do que nunca ! Só posso congratular-me, como ex-combatente, com esta notícia pois durante estes 30 anos post 25 de Abril os que fugiram da guerra e que viveram faustosamente nas capitais europeias é que foram considerados os heróis e receberam as benesses (indevidas ) desses esquerdistas que passaram pelos governos de Portugal...


JORDÂNIA EVITA ATENTADO QUÍMICO DA AL-QAEDA

A polícia jordana impediu um ataque químico em larga escala, que a organização terrorista al-Qaeda, estava a planear e que poderia resultar na morte de cerca de 20 mil pessoas.

Notícia que deve ser muito bem digerida por aqueles que pensam ser os atentados da Al-Qaeda, uma resposta à presença de tropas no Iraque.


Sábado, Abril 17, 2004



A EMEL está entrando no nosso bolso


Parquímetros avariados não o livram da multa


No caso dos condutores se depararem com parquímetros da EMEL avariados devem estar munidos de pré-comprados.


EMEL viola Código da Estrada na criação de estacionamentos, diz Público


Em causa está o facto da Lei dizer que é proibido parar ou estacionar a menos de 5 m para um e outro lado dos cruzamentos ou entroncamentos.

Será que a EMEL/CML pode fazer o que quer ?
Dos prometidos parques tendencialmente gratuitos nos terminais de transportes públicos na periferia da cidade, ainda nenhum foi construído. O estacionamento no terminal de autocarros e metro perto do Colombo (que inicialmente seria gratuito) é agora explorado pela EMEL. O estacionamento em Almada, que deveria servir para levar as pessoas a deixar o carro fora de Lisboa, também é pago.
A falta destes parques fora da cidade, os preços altíssimos cobrados nos parquímetros (que vão aumentar ainda mais), e ainda o facto de haver um limite de 4 horas, leva a que todos os dias, centenas de carros sejam bloqueados e rebocados. A EMEL criou um problema de estacionamento que lhe proporciona avultadas receitas pelos parquímetros e ainda mais pelas multas.

A duração das "raspadinhas" oscila entre uma hora (€0,50), duas horas (€1,20) e três horas (€2). O que obriga em primeiro lugar a pagar antecipadamente e em segundo lugar a pagar sempre mais do que é necessário. Com a agravante que mesmo quem não esteja interessado neste meio de pagamento, terá que comprar os pré-comprados, pois os parquímetros podem estar avariados ( e estão muitos) e o carro fica sujeito a multa.


Menos um


Sexta-feira, Abril 16, 2004



Os «gonçalvistas»

Vasco Gonçalves - «Tentou decididamente apropriar-se da revolução portuguesa e talhar-lhe um futuro muito modelado, ainda que desastradamente, pelo figurino do PCP»

Texto exemplar das actividades dos grupelhos nada democráticos, e dos revolucionários que tentavam nova ditadura, agora de esquerda, em Portugal, nos meses seguintes as 25 de Abril. Felizmente foram travados. Mas devem ser lembrados e estudados.

...«gonçalvismo», como veremos, um pretenso sistema político; criação do instituto «sabotagem económica», em nome do qual decapitam administrações, substituem gestores, saneiam quadros, prendem pessoas, exilam tecnocratas e infiltram «comissários»...


A "esperteza" de Fernando Rosas

Sejamos claros. O que os "outdoors" mandados afixar pelo Governo com a frase "Abril é evolução" pretendem dizer é isto: a democracia que temos é, no que tem de essencial, um continuismo, uma "renovação na continuidade" (para usar a conhecida expressão de Marcello Caetano) relativamente à situação anterior, fechado que foi esse breve e nefando parênteses da revolução de 1974-75.

Fernando Rosas historiador e um dos principais ideólogos do BE, escreve no Público um extenso artigo com o qual tenta defender o que atrás é dito. Todo o artigo é correcto, excepto um pequeno "esquecimento" que altera a conclusão que apresenta no início.
Estou de acordo (estava lá fardado) que em 25/Abril se deu uma Revolução. Mas "esqueceu-se" de dizer que essa Revolução terminou em 25 de Novembro do ano seguinte com uma Contra-Revolução (assim chamada pela esquerda), chefiada militarmente por Ramalho Eanes, mas apoiada por vários políticos entre eles Mário Soares. A partir dessa data todos os partidos se sujeitam ao resultado de eleições (incluindo o PCP) e a Evolução começa. Uma Evolução nascida após o 25 de Abril e só possível pela Revolução do 25 de Abril. Até hoje a Democracia tem funcionado e lá vão 30 anos. Se retirarmos o ano e meio de PREC e brincadeiras revolucionárias. É a este período que se chama Evolução e não à reforma da Ditadura em Democracia como se a Revolução não existisse, e como aconteceu em Espanha.
É uma abordagem capciosa de F.Rosas, para justificar o mal-estar que os cartazes têm vindo a dar à esquerda extremista que teria preferido a continuação da Revolução - o PREC - até aos dias de hoje. E a esperança ainda lhes resta, pois é o fim último da política do BE. Estes cartazes não afectam o PS, pois ele até estava no primeiro minuto da Evolução juntamente com o PPD e CDS. A verdade é que a palavra Evolução poderia simplesmente ser substituida por Democracia.


Quinta-feira, Abril 15, 2004



A prática revolucionária

--------------------------------------- Comentários colocados no Barnabé
Caso se trate efectivamente de vandalização dum Outdoor, ou adulteração (que é crime), e não tenha sido uma composição gráfica, gostaria de lembrar este POST cheio de indignação... e com razão. São sempre os 2 pesos e as 2 medidas !
Afixado por Carlos em Abril 14, 2004 06:42 PM

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Sim. Dois pesos e duas medidas. Uma coisa são cartazes de um partido, que divulgam a sua posição (se este cartaz fosse do PSD estava-me nas tintas), outra são cartazes do Estado, pagos por mim e por todos. Recuso-me a pagar para ser insultado.
Afixado por Daniel Oliveira em Abril 14, 2004 06:52 PM
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Caro Daniel, o problema das racionalizações para justificar as nossas incoerências é que nem todos as "engolem"... E para mim é grave que hoje esteja a apoiar uma campanha que vai contra princípios que lhe são caros, como o da democracia e o da "liberdade de expressão". O facto do dinheiro ser dos impostos (e portanto "de todos"), agrava, ainda mais, a situação. Ou se apoia o vandalismo de cartazes publicitários e políticos, ou não se apoia. Já tem idade (e vivência) para saber que as ambiguidades onde deve haver firmeza, redundam no relativismo e no "tudo vale". Depois quem tem direito de quê?
Afixado por Vasco Melo em Abril 14, 2004 07:55 PM
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Esta discussão interessou-me, não por haver mais R ou menos R, que não me afecta minimamente. O 25 de Abril tem o significado que cada um lhe quiser dar.
Chamei a atenção da duplicidade de critérios pois anteriormente o Barnabé tinha-se insurgido por terem adulterado cartazes colocados pelo BE.
Daniel Oliveira arranja uma desculpa esfarrapada, dizendo que aquilo não era de nenhum partido. Era propriedade do estado e recusa-se a pagar para ser insultado.
Vasco Melo responde-lhe da maneira correcta e que eu subscrevo. Mas gostaria de realçar ainda alguns pontos.
A acção de danificar propriedade do estado, só porque não se está de acordo com ela pode-nos levar muito longe. É crime. Se não está de acordo, deveria ir para Tribunal. Como pertence a um partido, poderia agendar o caso no Parlamento. Usar os meios que a lei coloca ao seu alcance.
Diz que se recusa a pagar. Não, porque já tinha pago. O que está em questão é o adulterar património que não lhe pertence e que não foi sozinho a pagar. Eu também paguei e não subscrevo a acção que incentivou a ser feita. Se fosse um dos professores do blogue, gostaria de saber se aconselhava os alunos a destruir ou adulterar propriedade do Estado sempre que não concordem com ela.
Claro que o problema do Outdoor é irrelevante se comparado com a acção duns “punks” que usam o spray para escrever palavrões sempre que um monumento é pintado de branco. Mas este pequeno facto é exemplar da forma de reacção “fora da lei e prenhe de razão”, que um revolucionário adopta para torcer algo que não está conforme a sua ideologia. O extremismo e radicalismo está na génese do revolucionário, que não passa dum ditador latente, na oposição.


Citação

Hoje, o maior entrave à modernização de Portugal reside no domínio ideológico exercido por uma esquerda abrilista amarrada a conceitos ultrapassados, e uma esquerda socrática frustrada pelo fracasso da renovação prometida pela terceira via.

(Vasco Rato)


Debate Miguel Portas / Vasco Rato


No debate televisivo de ontem à noite sobre a Guerra no Iraque, mais uma vez se viu que Miguel Portas e o seu Bloco de Esquerda são óptimos a criticar mas chegando ao momento de dar soluções, são uma tristeza. Quando lhe foi perguntado como resolveria a transferência para os iraquianos da soberania do Iraque, insistiu várias vezes no seguinte:
Primeiro, fazia sair todas as tropas estrangeiras desde já.
Depois haveria negociações para criar uma força de paz aceite pelos iraquianos, lembrando que o Iraque “vê mal” a ONU. O governo teria que ser formado com o envolvimento de todas as facções, incluindo a dos grupos de terroristas armados.

O anti-americanismo primário de que padece, não o deixa ver melhor solução. Não explica quem controlaria a situação no Iraque, entre o período que vai do momento em que se retirassem os americanos, até à altura em que alguma força organizada conseguisse tomar conta da ordem. Afirma peremptoriamente, que a saída dos estrangeiros trás de imediato a paz ao país, e “esquece-se” que sunitas, xiitas e curdos nunca se entenderam. Um teórico feito à pressa.

Vasco Rato: A esquerda cassandra A esquerda portuguesa, sempre tão ‘self-righteous’, irradia de alegria com as dificuldades que a coligação enfrenta no Iraque. , um texto bem actual.


Bin Laden tenta dividir

Bin Laden oferece a paz aos países europeus mas promete vingança aos Estados Unidos e a Israel

O líder da Al-Qaeda propõe trégua aos países europeus, se estes pararem de atacar os muçulmanos.
Os países europeus recusam liminarmente qualquer negociação com Bin Laden. Numa cassete áudio que lhe é atribuída, o líder da Al-Qaeda promete parar com os ataques aos países europeus «que jurem pôr fim aos ataques contra os muçulmanos ou interferir nos seus assuntos».

Mas a pergunta feita hoje pela SIC aos telespectadores portugueses "Acha que a Europa deve negociar com Bin Laden ?" tem a seguinte pontuação Sim: 55% Não:45% . Por aqui se vê como o medo afectou a nossa sociedade aceitando negociações com terroristas.

O mesmo não se passa com os dirigentes. Blair foi o primeiro a negar qualquer tipo de negociações. Os dirigentes nipónicos e italianos, nem com a chantagem de morte dos seus cidadãos cederam.


Quarta-feira, Abril 14, 2004



ONU recusa regresso sem paz

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, excluiu um regresso da ONU ao Iraque a curto prazo, pelo menos enquanto a insegurança prevalecer.

É a ONU que temos e que alguns pensam poder resolver a estabilização do Iraque. O envio de tropas só será feito quando não fôr preciso. Isto é quando houver paz! Concluo que depois de Junho, é o caos no Iraque, como já tinha dito.


Defender a política no Iraque

TERRORISMO
Bush reafirma importância do Iraque
Defender a política no Iraque, em matéria económica e as acções contra o terrorismo. Este será o objectivo da conferência de imprensa que George W. Bush tem prevista na Casa Branca, às 20:30 (01:30 de quarta-feira em Lisboa).


Lula tenta teorias de esquerda

Governo Lula abandona o programa Fome Zero

Além de garantir a alimentação mínima a todos os brasileiros, o programa tinha uma linha bem mais ambiciosa. Previa que, além da distribuição de alimentos, seriam realizadas nas cidades beneficiárias do programa 62 «acções estruturantes» para tirar as comunidades da situação de miséria. Entre essas acções, estavam obras de saneamento básico, rede de esgotos, postos de saúde, construção de restaurantes populares, política de geração de empregos, etc. Um programa amplo, complexo e ambicioso.

Um exemplo da aplicação das teorias de esquerda a uma realidade. Os sonhos de Lula, apesar de bonitos, quando chegam ao momento de serem executados, esbarram na faltas de verbas e de iniciativa. A miséria não se acaba por decreto. Criam-se condições para ela desaparecer. Emprego, formação, riqueza.

A situação na maior favela do Rio está explosiva. O governador pede 4000 paraquedistas que lhe são recusados. Fala-se na construção dum muro dividindo a favela de bairros novos construídos na orla marítima. Uma situação que faz levar os índices de popularidade de Lula ao mais baixo até hoje.

Hoje a esquerda pensa assim do seu candidato:
"Desde sua campanha eleitoral ele se propôs a eliminar a fome e a miséria neste país e esboçou seu programa denominado Fome Zero, porém as massas continuam morrendo de fome, como no passado. Lula se declara antiimperialista, mas paga religiosamente a dívida externa ilegal e permite que as grandes transnacionais sigam saqueando as imensas riquezas do Brasil. Ele se autoproclama contrário ao neoliberalismo, entretanto a classe operária e o campesinato continuam submetidos a um brutal sistema de exploração capitalista e semifeudal. Declara ser partidário da democracia, mas desde que assumiu o governo, as forças policiais e militares (das quais Lula é o chefe supremo) assassinaram mais de 50 trabalhadores (sendo a maioria de camponeses) pelo fato de estarem protestando contra a injustiça neste país." (TEXTO)


Segunda-feira, Abril 12, 2004



Iraque, e agora ?

Os Estados Unidos e a Inglaterra estavam convencidos da existência de armas de destruição maciça no Iraque. Só esse receio os levaria ao esforço de guerra, que sabiam não ia ser pequeno. Uma possibilidade com algum grau de garantia, foi dada aos Presidentes pelos serviços de informações. É um motivo muito válido para invadir o Iraque e tentar neutralizar tal ameaça. Se somarmos a isso o facto aí existir uma das ditaduras mais ferozes do médio oriente, ficam poucas dúvidas que a opção não poderia ser outra.
Não se tendo confirmado a existência das temidas armas, tem de se concluir (à posteriori) que a intervenção não devia ter sido feita, mesmo atendendo ao derrube de Saddam. Todos os países naquela zona têm ditaduras, não tão sanguinárias, e só esse não seria razão suficiente.

Discute-se hoje muito, se os países democráticos terão razão moral para intervir e derrubar uma ditadura de direita ou de esquerda. Razão que poderia ser invocada para o derrube de Saddam. Eu penso que só as Nações Unidas poderiam ter esse papel se todos os estados concordassem. Claro que as ditaduras não concordavam !
Mas penso que um país tem o direito, de intervir fora do seu espaço, se estiver em causa a sua sobrevivência. É o caso de armas nucleares caírem em mãos de terroristas.

Depois do ataque terrorista de 11 de Setembro, os Estados Unidos intervirão em qualquer parte do mundo onde saibam existir armas nucleares nas mãos dos fundamentalistas da Al-Qaeda. E ainda bem que existe uma potência com poderio para tal esforço, pois se o não fizerem, o futuro de todos nós poderá ser a escuridão nuclear.

Não partilho o optimismo dos EUA, quando dizem conseguir entregar o poder a um governo democrático. A democracia ocidental, até agora, não faz parte da cultura dos povos islâmicos, pesando muito mais as questões religiosas e fundamentalistas na condução da sua política. Só haverá algo parecido com democracia, enquanto estiverem estacionados no Iraque, americanos ingleses ou tropas das Nações Unidas. Para os iraquianos tanto faz. São todos estrangeiros.

Os americanos tinham dois objectivos principais ao invadir o Iraque. Destruir ADM que julgavam haver no Iraque e derrubar Saddam. Confirmaram não haver ADM e depuseram Saddam. Se conseguirem passar o poder para as forças iraquianas, fazer com que as Nações Unidas enviem tropas para manter a ordem, e sair em Junho, terão cumprido com o plano estabelecido e libertado um povo do jugo dum ditador.

Mas penso que não terão êxito nesta última parte. Os iraquianos já mostraram não se entender uns com os outros quanto à partilha do poder. As Nações Unidas, mais uma vez não estarão à altura duma intervenção deste tipo e os fundamentalistas e terroristas irão aproveitar a saída dos estrangeiros para se instalarem.

É tendenciosa a acusação de certa esquerda, em que o petróleo seria o principal motivo da invasão. Ao saírem em Junho do Iraque, que controlo têm sobre o petróleo? Nenhum. A menos que alguém pense que neste ano de guerra os EU estarão a sugar os poços de petróleo que ficarão vazios em Junho!

Outra acusação sem pés nem cabeça, é que os americanos foram para o Iraque para ficar, ou para conquistar terreno. Basta ler a imprensa americana e conhecer os discursos políticos americanos para saber que estão desejosos para sair e que nunca esteve nos seus planos uma permanência indefinida.

Não tenho dúvidas que os americanos têm uma grande vontade de sair, e só não saem duma forma apressada para não colherem a recriminação de todo o mundo, ao abandonar um povo ao caos.

Vão sair. E no dia em que saírem do Iraque, a esquerda já tem as páginas escritas. “Não saíram voluntariamente. Foram derrotados militarmente e saíram vencidos com o rabo entre as pernas.”

A “ideia brilhante” que os esquerdista agora avançam, a passagem do testemunho para as Nações Unidas, está há muito pensada pelo EU, e para Junho só faltam 2 meses. O que os EU sempre disseram, e com razão, é que as Nações Unidas teriam sido incapazes de substituir os EU numa intervenção no Iraque e os seus inspectores nunca deram reais garantias que não havia arsenais atómicos no Iraque. Lembremo-nos da dificuldades que Saddam colocava a essas inspecções.

Alguma da capacidade negocial dos EUA verificada em Fallujah, onde conseguiram um cessar-fogo e serem substituídos no controle da cidade pelas forças debaixo do comando provisório iraquiano, só funcionou por grande pressão militar. As Nações Unidas não vão conseguir ter qualquer êxito nesta tarefa de pacificação. Prevejo uma nova e inevitável ditadura para o Iraque. Infelizmente para a maioria daquele povo.

Ler ainda em Desesperada Esperança Guerra preventiva.


Domingo, Abril 11, 2004



A esquerda democrática


António Barreto mostra no artigo Tempos Difíceis, como se pode ser de esquerda dentro dum regime Democrático. Defensor duma Europa onde estamos integrados, define bem quais os perigos que hoje se apresentam, e como não alinha com radicalismos de esquerda que pactuam no branqueamento dos grupos funtamentalistas. Claro que já foi atacado por ter escrito este artigo.


O "Humor" do Barnabé


Num dia religioso para os cristãos, em que se celebra o Domingo de Páscoa, em Blogs como o Barnabé, propriedade de comunas convictos e ateistas ferozes, seria normal ignorarem a data já que nada lhes diz ao seu materialismo soviético.
Ao invés, aproveitam a ocasião para ridicularizar Cristo (como se fosse possível), achincalhar quem tem fé, e fazer passar as suas doutrinas inumanas. Aproveitam as imagens de mutilação nas Filipinas (como se aquelas práticas fossem subscritas pela nossa cultura), aproveitam cartazes políticos, e constroem Kits para insultar a maioria dos portugueses.
Não é humor nem sátira o que estão a tentar fazer. Estão a fazer política da mais suja possível. Tentando minar os alicerces da nossa Democracia e Liberdade, estão a tentar destruir os valores de que nos orgulhamos.

Precisamos avisar toda a gente. Todos os portugueses devem saber que tipo de gente se esconde por detrás dos extremismos de esquerda.

Ler também na Pronúncia, Filipinas em Portugal.
...
Não vos escondo mais. Estou a falar disto e disto, neste caso do Daniel Oliveira. Podia estar a falar de muitas outras coisas deste autor ou de outros como ele. Mas eu gosto deste que é refinado e corrosivo...


Sábado, Abril 10, 2004



A receita da extrema esquerda

Não sou militante de nenhum partido político. Sinto-me por isso livre, para falar do regime e dos partidos democráticos (PS, PSD, PP). São democráticos porque nenhum deles põe em causa o regime em vigor e o processo de eleições para se determinar quem governa. Outros partidos concorrem às eleições, mas se tomassem o poder, tentariam a Revolução, a fim de aplicar a Portugal um Totalitarismo de Esquerda cuja receita poderia ser obtida ali em Cuba. A receita vem nas ideologias desses partidos. Basta ler os fundamentos da UDP e PSR ou PCP.

Preocupo-me para que estes partidos democráticos continuem sendo a referência da maioria do povo português. Essa a condição para a Democracia funcionar.
Isto tudo para dizer que há sinais para preocupação. Numa altura em que o governo tem alguma dificuldade em descolar a prometida retoma, o desemprego aumenta, e Portugal não escapa à tensão internacional que o terrorismo está a exercer sobre as Democracias Ocidentais, era de todo conveniente que a oposição estivesse organizada e credível para ser alternativa, dando uma boa réplica política às acções do governo e fazendo acordos quando os assuntos fossem supra partidários e de interesse de Estado.

Faço muitas vezes pesquisas nos jornais, procurando-me informar das principais medidas em que o PS está envolvido e como tem procedido para se mostrar diante do eleitorado como uma alternativa de poder. E fico estarrecido. Metade das notícias falam do escândalo da Casa Pia, do envolvimento do Pedroso e das audiências que Ferro Rodrigues já deu ou vai dar. O PS está escravo do escândalo da Casa Pia, quando o assunto é pessoal e só diz respeito a uma pessoa. A posição do PS em relação ao Iraque não é consistente. Tanto diz que a retirada deve ser imediata, como diz que deve ser avaliada como se limita a acusar o governo de ter mandado tropas para o Iraque sabendo que essa posição neste momento não tem nenhum interesse prático. Entregou alguns destes assuntos a pessoas como Ana Gomes que deixou de lado a razão e a posição do seu partido para expor as suas raivinhas e medos imediatos. A previsível saída de Ferro Rodrigues que já não esconde uma inabilidade perante as câmaras e os jornalistas, e o perfilar dos substitutos (João Soares, Sócrates, Jorge Coelho...) também não trás sossego ao partido onde os seus principais elementos pensam muito mais nos dourados lugares do parlamento europeu. Veja-se a lista preparada. Após o cabeça de lista Sousa Franco, a lista europeia do PS é a seguinte: António Costa, Ana Gomes, Francisco Assis, Elisa Ferreira, Paulo Casaca (PS/Açores), Sérgio Sousa Pinto, Fausto Correia, Edite Estrela, Capoulas Santos, Jamila Madeira (JS), Emanuel Jardim Fernandes (PS/Madeira), Manuel dos Santos e Joel Hasse Ferreira.

Sobre o PCP nem é bom falar. O seu dirigente Carvalhas está cada vez mais cinzento. Passam-se meses sem nenhuma intervenção digna de registo. Quando as tem, não atrai a atenção de ninguém pois são feitas sem inteligência e sempre repetitivas como uma cassete, no tom monocórdio e crispado que sempre teve. As últimas estatísticas estão aí para confirmar. É a força política que mais tem descido nas intenções de voto.

E por fim o Bloco de Esquerda. Liderado por Francisco Louça, bem secundado por Fernando Rosas, Miguel Portas e Luís Fazenda, tem sabido ganhar terreno com um discurso de clivagem do agrado de muita juventude, centrado na crítica aos pontos mais sensíveis da governação, mas escamoteando dum modo sistemático, as alternativas (exequíveis) que (não) tem e principalmente sem nunca referir as bases ideológicas em que assenta o BE. Imagine-se o que seria num noticiário de grande audição, dizer que o Trotskismo é a receita para endireitar Portugal! Têm ocupado posições importantes em vários órgãos de comunicação social, e têm-se esforçado com artigos de opinião e editoriais, onde dominam. A receita tem estado a dar resultado. A passagem de muitos comunistas do PCP para o BE começa a ser notada, e era bom que o PS e o PSD/PP fossem desmascarando este grupinho, obrigando-os a assumirem-se politicamente perante o eleitorado, revelando os projectos que trazem bem guardados nos seus livros vermelhos.

Alguém poderá pensar que isto é um aviso sem razão, quando o BE tem neste momento cerca de 6% de intenções de voto. Lembremo-nos que nas próximas eleições o PS poderá precisar de se coligar para ter maioria absoluta. Com a corrente esquerdista ganhando posição no seio do PS, não é líquido que o BE não possa ser um parceiro de coligação para um governo de esquerda.

Ler também Os radicais de esquerda na Maioria Silenciosa.


Sexta-feira, Abril 09, 2004



Fazer reféns é a nova táctica dos radicais iraquianos


São moeda de troca ou factor de pressão

Os estrangeiros que circulam no Iraque começaram a ser encarados como objecto de troca, ou de pressão sobre os respectivos governos envolvidos no conflito, pelos diversos grupos radicais iraquianos que lutam contra as tropas da coligação ocupante. Com êxito variável.

Algum fair-play (!) que os adversários mais ou menos respeitavam, em guerras convencionais do passado, como direitos dos presos de guerra e Convenção de Genebra, vão sendo totalmente postas de parte por estes fundamentalistas. Brigadas dos Moujahidine, que ameaçou "esfolar vivos" os três reféns se o Japão não retirar os seus 550 soldados de Samawa Não tenho dúvidas que não é uma ameaça vã. Nem as organizações de ajuda ou reporteres estão a salvo. É o vale tudo. Será que há um modo civilizado de responder a esta ameaça ?


Gangue do Alto Minho coloca autoridades em alerta máximo

Grupos identificados continuam a actuar


Três gangues, já identificados mas ainda não desmantelados, espalham o terror em toda a zona norte. Tem sido assim nas últimas semanas, onde os assaltos sucessivos e a violência ímpar provocam o pânico na população.

Será um bom teste para a coodenação das nossas polícias e serviços de informação. Gangues nacionais, não tão experientes quanto a ameaça externa a que estamos sujeitos. Saberemos também se o esforço para os capturar terá sido inglório, quando se conhecerem as penas aplicadas pelos Tribunais.


Quinta-feira, Abril 08, 2004



O Bloco de Esquerda


O Que Se Esconde por Detrás do Bloco

Artigo de leitura obrigatória, desmistificando a auréola de modernidade que o BE tem-se esforçado fazer passar, escondendo no entanto, quais os verdadeiros objectivos políticos que estão por detrás do discurso moralista do padre Louçã. Se ele parar por um momento de criticar tudo o que não seja BE, inclusivê o PCP, e explanar os seus ideiais políticos corre o risco de ficar a pregar aos peixinhos. Por enquanto vai somando algumas adesões de pessoas descontentes com os partidos democráticos mas que não se interrogaram ainda para que "clube" estão a entrar.
....
O BE surge pois como um biombo atrás do qual se resguardam os que defendem a revolução proletária, de inspiração marxista e capaz de recuperar o "espírito original da Revolução de Outubro", a mesma instaurou a ditadura comunista na extinta União Soviética. Isso chega mesmo é assumido nos documentos que temos vindo a citar. O PSR de Francisco Louçã designa o Bloco como uma "estratégia transitória" enquanto a UDP de Luís Fazenda parte da constatação que "o BE é o terceiro partido em voto e simpatia na juventude urbana" para considerar que "esse é o capital de modernidade que estimula os revolucionários".


O Respeito pelos outros

O blog Barnabé colocou há dias um post ridicularizando a crucificação de Cristo. A indignação provocada foi patente num record de comentários. Isto deixou os promotores inchados com a façanha e e voltam novamente à carga tentando justificar o injustificável e aproveitando o ensejo para "arrimar mais umas tantas bandarilhas" nas convicções dos que não profesam as mesma doutrinas marxistas, materialistas e ateístas

Ao novo [comentário], respondi assim:

Argumentação falaciosa partindo de premissas de opinião e arremessando com uma montanha de argumentos qual deles o melhor...
“Não se deve brincar com as crenças dos outros? Eu acho que deve”.
Pois eu acho que não deve. É uma opinião se tem o valor pessoal que tem e unicamente caracteriza quem a profere. Não torna nada verdadeiro ou falso.
2º como na Blogosfera se insultam uns aos outros de comunas/reaccionários, belicistas/pseudo-intelectuais, eis um lugar óptimo para insultar a religiosidade destes tipos !
3º como eu sou anti-comunista e os velhinhos do Avante são comunistas, é um pouco oblíquo acusá-los dos crimes de Estaline. Mas como eu sou ateu e os outros são cristão, porra, aqui já não é nada oblíquo fazer injuriações !
“A "fé" é suposta ser coisa de um nível diferente. E talvez até o seja.”
Talvez é sua presunção. É com certeza mas para quem a tem.
” Mas não se esqueçam que a "fé" só é distinta para quem a tem. Para mim que a não tenho... “ E como não tem, tem então o direito de zurzir quem a tem. E como não é preto pode insultá-los e se não tiver mulher nem filhas pode chamar pu... às mulheres. Que argumento mais parvo e rasteiro.
"já fiz piadas com muçulmanos, pelo que esta não conta..."
Pois não conta, e sabe, como eu sei, porquê. O seu auditório bem reduzido, não é de muçulmanos, é até de pessoas que facilmente se poriam ao seu lado na chacota. Mesmo Salmon Rushdie, com os Versículos Satânicos, não se livrou da ira, e você estaria condenado à morte se um post deste tipo apontado ao Islão fosse colocado na Al-Jazira.
“Em relação a negros e homossexuais não faço piadas....”
o que acho acertado. Nada como misturar algumas tiradas incontestadas, para dar mais consistência ao restante discurso.
“ ...mas quem julga que se trata de uma brincadeira inocente desengane-se... “
Aqui abriu o flanco. Exactamente. O seu post e as suas piadinhas “seleccionadas” também não são brincadeiras inocentes. Fazem parte dum plano muito caro aos “materialistas” para minar as bases de coesão dum país. Pela vossa parte, estão a salvo nesta “batalha”. Tirando a honra da família e o bem estar material (casa, carro, vencimento,...) tudo o resto nenhuma importância tem, e tudo pode ser ridicularizado.
7º o “Finalmente” ponto quatro é ridículo mas também não é inocente. O que está posto em causa é a religiosidade ou o cristianismo de 90% dos portugueses. O articulista salta directamente para as práticas da igreja católica e tenta, com essa associação, demonstrar que não há razão para melindres, pois os padres e a igreja tem sido uns pulhas! Ora, só um distraído se deixa levar por este raciocínio enviesado. Mas ele sabe isso. Mas nada como aproveitar a ocasião, para um agit-pop, e para dar mais um motivo de adesão à ideia nuclear. Eu sou cristão mas também crítico de muitas práticas da Igreja Católica. Mas isso não me aproxima uma milésima da sua posição.
8º “Trazer o filme à discussão é como dizer às mulheres para não usarem calças porque isso já houve uma que as vestiu nos anos 20.”
... e com estes “é como dizer”, se encerra um palavroso comentário que nos leva a concluir: As pessoas que se insurgiram contra o post inicial, não podem ter razão. Façam uma autocrítica pois não têm desculpas a receber. São todos uns fingidos.

Era só o que faltava, que os meninos barnabéus tivessem a veleidade de condicionar o direito à indignação, e fossem vocês a marcar as fronteiras do que é possível de ser ridicularizado do que não é.
Deixem essa função ao “povo pequeno” deste “país pequeno” como vocês já chamaram...


Afixado por: Carlos em abril 8, 2004 02:34 PM


Quarta-feira, Abril 07, 2004



Os herdeiros do PREC

Tenho apreciado os posters colocados.
Mas pelas razões contrárias às que seria de esperar.
Parecem-me os avisos colocados nos maços de tabaco...Fumar Mata.
Duvido que algum partido hoje subscrevesse este poster, por exemplo.
Muitos deles apelos a aberrações como a justiça popular.
Entendo-os simplesmente como documentos dum período em que a Democracia tentava nascer e o poder andava na rua ao sabor dos mais afoitos e obcecados pelas revoluções vindas de leste.
Olho para esses posters com o alívio de me saber num país Livre e Democrático e não numa Cuba ou numa Coreia no Norte...
Obrigado por nos lembrarem sempre que as Ditaduras do Proletariado, os campos de reeducação, os Partidos Únicos, os mandatos de captura sem assinatura ... , ainda andam nas mentes de uns tantos.
[foto barnabé]


Terça-feira, Abril 06, 2004



A Identidade Nacional

A identidade é um organizador psicossociológico, sócio-histórico e político complexo, na medida em que se processa tanto no nível pessoal e interpessoal como no nível transpessoal e no nível político, das relações internacionais, e decorre tanto de processos de identificação subjectiva e de auto-atribuição como de processos de identificação objectivante e de hetero-atribuição que frequentemente descoincidem.
A Identidade existe e não é um assunto de menor importância. Apesar disso, é um conceito onde cabe quase tudo: a língua, os símbolos (bandeira, hino), o conceito familiar, a história, os costumes, a religião, a música e as manifestações culturais, e muito mais. Ao dizer-se “eu sou Português” não estamos simplesmente a dizer que temos um Bilhete de Identidade passado em Portugal. Estamos a fazer uma afirmação de pertença de grupo perfeitamente caracterizado. Visto o conceito em termos nacionais, toma uma importância enorme. É para mim um assunto muito caro. Como nos sentimos extasiados ao ver um estádio cantar com fervor um hino nacional, ou reconhecer o nosso dialecto no ponto mais afastado do mundo. Pode-se dizer que quanto mais um povo se identifica com as suas raízes, maior é a coesão nacional e essa coesão é essencial para um país funcionar como nação.
Também neste particular os partidos políticos reagem gradativamente duma extrema-esquerda até uma extrema-direita.
Na extrema-direita, ela é não só valorizada mas também fanaticamente superiorizada ao extremo em relação aos outros povos. Temos assim os Nacionalismos, Xenofobismos e Fascismos. O Hitler foi paradigmático com as suas preocupações de raças superiores e a matança das outras. A Identidade germânica era permanentemente superiorizada.
Nos partidos de direita é comum apelar-se a “Deus, Pátria e Família” como fundamentos valorizados dessa identidade mas sem complexos de superioridade.
No outro extremo, a extrema-esquerda tenta diluir, e não valorizar essa Identidade. A religião é diminuída e desvalorizada, e o Ateísmo conotado com modernismo e seguido pela maioria deste campo. Os símbolos nacionais esquecidos nos livros escolares, bem como os heróis da nossa história, que ridicularizados (tiranos, esclavagistas, ditadores etc.), são substituídos por figuras estrangeiras que propalaram as “boas ideologias”. O hino é esquecido e posto em causa, a bandeira esquecida. Vira-se a atenção do cidadão para o Terceiro Mundismo, tornando-o cidadão do mundo, incaracterístico.
Excluindo estes extremos, penso que em maior ou menor grau, os países precisam de cultivar a sua identidade muito ligada a alguns aspectos de cidadania. Nos partidos democráticos esta intensidade com que se dá valor à Identidade é sentida de forma diferente num PS ou num PSD. Ambos respeitam essa identidade apesar de em diferente intensidade.
O caso acontece quando alguém duma extrema-esquerda resolve publicamente injuriar algum dos componentes basilares da tal Identidade. Sofre uma contestação enorme da esquerda até à extrema-direita em crescendo. Já assistimos a confrontações ideológicas sobre este assunto, quando por exemplo a direita advogou o cantar do hino nacional nas escolas.
Mas lembrei-me novamente deste assunto recursivo ao ver a reacção que recebeu um post colocado no Barnabé (o autor do post é afecto ao BE) em que era glosada a crucificação de Cristo. Ter-se-á esquecido o autor que noventa por cento da população portuguesa é cristã e a religião católica é também uma das pedras da nossa identidade nacional. [POST-BARNABE]


A morte dos infiéis


De entre as formas brutais que têm agredido a vida, o bem-estar e a segurança de pessoas apenas culpadas de terem nascido no lugar errado do globo, a que se mostra com maior destaque nos noticiários e parece mais imediatamente activa e preocupante, é a representada pelas iniciativas de um sector, não necessariamente maioritário mas muito activo e ruidoso, do grande mundo islâmico. O mesmo que, diante dos corpos despedaçados ou reduzidos a cinzas de cidadãos desarmados, nem sequer uma ladainha de piedade consegue murmurar. Toma à letra as palavras do Alcorão: "Matai aqueles que não crêem em Deus (...), aqueles que não consideram proibido o que Deus e o Seu Profeta proibiram, aqueles de entre os homens do Livro que não professam a crença da verdade", atingindo-os sem dó até que "paguem o tributo, todos sem excepção, e fiquem humilhados". Reconhece o gesto dos comandos-suicidas como seu e, acossado pela retaliação militar em curso, afirma uma vontade de ir mais longe ainda no ataque aos interesses dos povos "infiéis", com os norte-americanos à cabeça, e na expansão pela força das armas, em metal ou de carne e osso, de uma crença que considera superior, única e conquistadora.
As razões da raiva violenta destes milhões de pessoas, que observamos à distância em multidões vociferantes de barbas desgrenhadas e olhos vermelhos de ódio a um inimigo que vê como opressor e satânico, são múltiplas e complexas. Possuem origens históricas profundas e outras mais imediatas. As primeiras remetem-nos para a evolução do Islão a partir da iniciativa guerreira do Profeta, observando os comportamentos dos regimes autoritários e teocráticos que, maioritariamente, século atrás de século, o têm dominado (incluindo nestes a mesma Arábia Saudita que os EUA têm tratado como aliado privilegiado). As outras assentam em razões de natureza cultural, psicológica e económica, às quais os profundos desequilíbrios mundiais, muitos deles, sem dúvida, com a América por responsável, têm dado força e ajudado a atribuir um sentido combativo. Umas e outras não transformam automaticamente o islamismo num instrumento de confronto cultural e religioso – como acontece com os largos milhões de muçulmanos que, muitos deles na América e na Europa, praticam a sua religião numa dimensão de espiritualidade solidária e pacífica e convivem sem problemas com diferentes tradições – mas aproveitam, de alguns dos seus princípios e práticas, aqueles que podem ser facilmente colocados ao serviço de atitudes de confronto e de expansão. Em nome de uma aplicação literal da Charia, a lei islâmica, olhada como instrumento normativo da organização da sociedade, são interpretados nessa direcção por sectores do clero fundamentalista com poder político, influência cultural e uma autoridade que de forma alguma querem perder. Do lado oposto desta luta de trincheiras, claro, estão os Estados Unidos, superpotência intrometida e expressão simbólica de muitos dos valores materiais, códigos éticos e formas de conduta que aqueles sectores querem fazer desaparecer, por via de uma combustão mais ou menos rápida, da face da Terra.
Extracto de "Do anti-americanismo como dogma"
[Rui Bebiano]


Segunda-feira, Abril 05, 2004



Fazer Política

A dificuldade de comunicação do primeiro-ministro Durão Barroso é notória desde sempre. Um discurso ligeiro e sem convicção além de muito pouco frequente. Se há algo que um dirigente político e os seus ministros devem fazer é permanentemente comunicar à população através dos jornais rádios e TV, as medidas que irão tomar, mas inevitávelmente explicar as que foram tomadas. Isto tem como função não só informar, mas também mostrar trabalho. É a melhor propaganda política que pode ser feita.
Se analizarmos uma a uma, as comunicações que (não) tem sido feitas pelos diversos ministros, verificamos que a maioria dos portugueses desconhece o que fazem ou fizeram, ou até a existência da maioria deles. Salvam-se dificilmente Paulo Portas, Bagão Felix e Luís Pereira (Saúde).
Vem isto a propósito da recente viagem a Moçambique de Durão Barroso, acompanhado duma comitiva que incluía 8 ministros, sem contar com os restante séquito.
Viagem iniciada sem uma preparação prévia de dossiers, que dado a sua complexidade deveriam ter sido antecedidos por um tratamento técnico, a fim de sondar pontos de convergência, a serem explorados politicamente. O que transpira para o comum dos mortais? Um protocolo de cooperação para 2004/2006 em que não se conhece uma única alínea e "alguns passos" na transferência de capital da Cahora-Bassa. A dimensão "destes passos" também não é conhecida. Falou-se ainda na ajuda a uma campanha de Outdoors de prevenção à Sida mas sem pormenores. E ... mais nada.

Claro que houve as tiradas habituais com chavões para a ocasião como "Durão Barroso defendeu ontem em Moçambique que os dois países devem reforçar as relações económicas aproveitando a dinâmica positiva das relações políticas e institucionais, durante um seminário que reuniu empresário portugueses e moçambicanos."
Não passam de intenções e no plano prático não dá início nem seguimento a nada. Portugal já só consta em 6º na lista de parceiros comerciais de Moçambique e assim, não irá demorar muito a sair do Top10.
Em resumo, ficou-nos a ideia dum passeio por terras africanas, e dum regresso de mãos a abanar. Sobre Cahora-Bassa, que seria o prato forte, foi reafirmado que o assunto é complexo e irá demorar a ser resolvido. Sintomático.
O PS continua no seu sono letárgico de oposição e também não tomou a iniciativa de indagar o governo sobre os resultados obtidos neste "passeio".


Domingo, Abril 04, 2004



25 de Abril (1)

Excelente imagem mostrando o apoio dado pelo PPD ao 25 de Abril, desmistificando a ideia que a queda da Ditadura só era obra da esquerda revolucionária.
Vou aproveitar a ocasião para publicar um conjunto de post alusivos à data tentando mostrar que uma coisa foi o derrube dum regime de ditadura, outra a criação de condições para haver Liberdade e Democracia. Tal só veio a acontecer em 25 de Novembro, quando a contra-revolução comandada pelo General Ramalho Eanes obrigou o PCP e restantes partidos ultra-esquerdistas a aceitar o jogo democrático, concorrendo a eleições livres.

O 25 de Abril sempre foi visto com um misto de sentimentos. Para uns, uma data a ser recordada para outros nem tanto. Se analisarmos ao pormenor os acontecimentos que estiveram por detrás desta grande mudança política poderemos compreender algumas atitudes.
Poucas pessoas serão adeptas do regime de Salazar, da censura e da Pide, das perseguições políticas. Da tacanhez e falta de visão, com que Salazar tomou algumas medidas, conduzindo o país a um atraso notável em relação à restante Europa e a um isolamento crescente num “orgulhosamente sós”. Na política ultramarina, foi um dos responsáveis do descalabro que se seguiu por teimosamente, nunca ter aceite a preparação com tempo, da independência das colónias.
O 25 de Abril é uma data que deve ser saudada por todos os Portugueses. Foi o dia em que Portugal deixou a ditadura e teve a hipótese de procurar outros caminhos na Liberdade e Democracia. Eu saúdo-a por isso e só por isso.
O PCP era na altura o único partido com uma estrutura bem montada, com uma ideologia apoiada e tinham sido os seus membros os principais autores da preparação de condições para que o 25 de Abril se desse. O objectivo final era a tomada do poder e a implantação dum regime comunista em Portugal. Nos primeiros momentos de liberdade, as células do PCP já estavam a “trabalhar” o país, com slogans, manifestações, palavras de ordem e levando o povo a seguir as suas indicações. O povo despolitizado por décadas de ditadura, vendo-se em liberdade, sentindo que o poder tinha caído, adere num primeiro impulso às propostas que lhe são feitas. Falavam em Liberdade mas também em Comunismo.
A partir desse momento surgem também como cogumelos, inúmeros partidos revolucionários e de extrema esquerda, alimentados pelas teorias de Lenine Marx Mao e Trotsky, que se colam ao PCP e em muitos casos o ultrapassam nas suas iniciativas. Começa a luta pelo poder com a criação de alguns órgãos – Concelho da Revolução, MFA, Junta de Salvação Nacional – salvo raríssimas excepções - preenchidos com pessoas afectas ao PCP ou aos partidos revolucionários. O General Spínola e Silvério Marques e Kaúlza de Arriaga são algumas das excepções. Tentam moderar o movimento esquerdista mas vão ser afastados um a um. Sobre o período que vai de 25 de Abril a 25 de Novembro, com a tentativa falhada de 11 de Março, podem-se escrever vários livros sobre a maneira como se arrasa social e economicamente um pais. Haveria também um capítulo sobre o Copcon e sobre figuras revolucionárias tais como Otelo Saraiva de Carvalho. Outro capítulo tenebroso sobre o PREC (Processo Revolucionário Em Curso). Felizmente a Net tem abundante documentação sobre esse período que pode ser facilmente consultada.
Em 25 de Novembro militares comandados por Ramalho Eanes conseguem afastar do poder o PCP e os Revolucionários (como Otelo) e todos os partidos políticos passam a aceitar o jogo democrático em eleições livres.
Por este período negro da história de Portugal, pelas consequências nefastas que ele trouxe à economia portuguesa, pelo desmantelar do tecido económico com a fuga de empresários, pelas nacionalizações e ocupações de empresas e terras à margem da lei, pelas medidas que foram tomadas para uma descolonização apressada entregando as colónias aos movimentos mais esquerdistas e sem velar pelos interesses de milhares de portugueses, por tudo isto, muitas pessoas associam o 25 de Abril ao Prec. Teria sido o desejado, se no dia 25 de Abril tivesse sido instaurado o regime que só apareceu em 25 de Novembro. É preciso distinguir a louvada queda da Ditadura, dum reprovável aproveitamento da Liberdade feito pela extrema esquerda para tomar o poder sem consulta popular. Por isso digo: Viva o 25 de Abril, Abaixo o Prec e seus agentes, Viva o 25 de Novembro.
(créditos ao Barbabé pela imagem)


Salgueiro Maia - um Herói


Por ter recusado honrarias, alinhamentos partidários, sujeições, dependências indignas, sofreu injustiças e calúnias. Criou amigos e inimigos; as ofensas dos primeiros magoaram-no mais que os ataques dos segundos.
Faleceu a 4 de Abril de 1992, a escassos 21 dias do 18º.aniversário da sua Revolução.
Recordo hoje a morte dum Herói de Abril bem representativo do puro espírito do 25 de Abril, em que o objectivo final seria a Liberdade em Portugal com a queda da Ditadura. Infelizmente e durante ano e meio, outros tentaram subverter esse espírito.

CAPITÃO DE ABRIL

Ficaste na pureza inicial do gesto que liberta e se desprende
Havia em ti o símbolo e o sinal havia em ti o herói que não se rende
Outros jogaram o jogo viciado para ti nem poder nem sua regra
Conquistador do sonho inconquistado havia em ti o herói que não se integra
Por isso ficarás como quem vem dar outro rosto ao rosto da cidade
Diz-se o teu nome e sais de Santarém trazendo a espada e a flor da liberdade.
Mª. José (25/4/99)


Comando islâmico imola-se em Madrid

Forças de segurança cercaram três islamitas supostamente ligados aos atentados na capital espanhola. Operação causou quatro mortos, entre os quais um polícia TEXTO

O combate ao terrorismo começa a produzir efeitos apesar do fanatismo destes comandos.


Sábado, Abril 03, 2004



Espanha - Explosivos na linha de TGV

Explosivos na linha de TGV são os mesmos usados no 11 de Março

A dinamite na bomba ontem encontrada na linha de comboios de alta velocidade Madrid-Sevilha é do mesmo tipo e marca que a que foi usada nos atentados de 11 de Março em Madrid, que mataram 191 pessoas.
No Público

Sem escamotear que alguns espanhóis terão penalizado Aznar pela manipulação da informação logo após o 11 de Março, é claro que milhares de votos no PSOE foram colocados pelo medo de mais atentados. O Psoe prometeu retirar as tropas do Iraque e a Al-Qaeda fez saber que queria que isso acontecesse.
Este atentado prova que a posição de cócoras é a melhor para levar porrada. O terrorismo preparava-se para atacar exactamente no lugar onde ninguém estaria à espera. Em Espanha, que se tinha submetido aos seus desejos e na linha férrea onde não seria crível uma repetição. Se tivesse exito, o descarrilamento dum TGV a alta velocidade poderia ter causado ainda mais mortes do que o anterior atentado.
Não há reinvindicações da Al-Qaeda. O seu objectivo, difundido nas suas declarações, é a derrota do Ocidente. Sejemos de direita ou de esquerda, somos todos "infieis" e potenciais inimigos destes terroristas. Além disso, o modo de operar destes terroristas é muito peculiar. Os seus objectivos não são os governantes, nem as forças militares e de polícia, nem edífícios governamentais ou embaixadas. O alvo são as populações indefesas e com grande número de baixas.

Há que responder de todas as formas: Guerra, diplomacia, inteligência, prevenção, secagem das fontes de financiamento, etc.
Felizmente, toda a União Europeia e o restante mundo ocidental, estão sintonizados, estudando e aplicando as soluções para um combate eficaz. Verifico que nesse objectivo estão governos das mais variadas sensibilidades políticas. O terrorismo não é uma batalha convencional. Todos sabemos que a situação irá durar muitos anos a ser superada. Um dos inimigos a combater, serão os pessimistas e derrotistas internos e alguns "revolucionários" que aproveitam a ocasião para "agitar as massas" e se fazerem notados, desculpabilizando e tomando o partido dos terroristas. Quererão fazer o trabalho da Al-Qaeda, tentando minar a vontade desta parte da humanidade onde o Indivíduo em Liberdade e Democracia é o valor mais importante.

De referir ainda a Lista de alvos da Al Qaeda que coloca Espanha em terceiro lugar logo após os EUA e Reino Unido, juntamente com judeus e cristãos.


Sexta-feira, Abril 02, 2004



O voto em branco

Saramago com o seu voto em branco, deixou a esquerda atónita. Habituados a seguir as suas ideias fundamentalistas, viram-se engasgados com esta proposta de votar em branco.
Não votamos ? E então, perdemos as eleições. Mas se votamos, estamos a validar as regras do jogo. PS e PCP demarcaram-se da ideia. Aparecem ainda alguns mais intelectuais, tentando descodificar o sentido do "voto em branco". Seria para criar uma reacção e ir tudo votar ? Ou seria um convite à "Revolução Já" ? O completo desnorte nas hostes da esquerda extremista, revolucionária como gosta de ser chamada.
Para quem tiver muita "pachorra" aconselho a ler duma tirada o post e os comentários dos revolucionários que foram colocados no Barbabé AQUI . O sentido do post não foi do agrado da maioria como seria de esperar, e mais uma vez o seu autor parece mais coerente e realista que o auditório.


Quinta-feira, Abril 01, 2004



Cardoso e Cunha

Fim da polémica entre Cardoso e Cunha e Fernando Pinto
A «vitória» de Fernando Pinto o "técnico" sobre o "político" é arrazadora. A companhia passou de um prejuízo de seis milhões de euros em 2002 para um lucro antes de impostos foi de 20,6 milhões de euros. Andou mal o Cardoso, ao contrariar os resultados apresentados pelo seu colega, quando sabia pouco da poda. Uma confirmação dos resultados, deixa-o numa posição nada confortável. Qualquer outro colocava o lugar à disposição.
Fernando Pinto dá um brilharete. Consegue convencer os trabalhadores a não fazer greve apesar do pedido de sacrifícios. Por fim faz uma distribuição de lucros com a apresentação destes resultados. Chapelada !


O concerto das gasolinas

A ANAREC-Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis argumenta, que o país caminha para um aumento global de 22 por cento até ao final do ano.

O presidente da Autoridade da Concorrência, Abel Mateus vai dizendo... "A evolução até(*) é favorável no caso português", sublinhando esperar que o mercado liberalizado reflicta também as descidas de preços quando for caso disso." Que cinismo sabendo que isso é improvável ! Se acontecer, logo logo sobe o dobro.

Acrescenta também em entrevista televisionada, várias razões técnicas para não haver concorrência de preços entre as 3 principais marcas (Galp, BP e Shell) e que muitos anos irão passar até que isso se verifique. Que não se pode provar estar a haver concertação de preços entre as petrolíferas. Mas também não negou que ela exista.
Acho estranho que as organizações de protecção ao consumidor não desmontem este conluio e não pressionem a AC. As petrolíferas fazem recair os aumentos do petróleo de imediato nos combustiveis, mas quando o crude baixa dizem que os efeitos demorarão vários meses a serem sentidos e por isso mantêm o preço.

Desengane-se quem pensou (alguém pensou ?) que a liberalização da gasolina tinha em vista favorecer o consumidor. O único objectivo foi livrar o governo da crítica popular nos aumentos sucessivos. Agora a culpa é sempre da conjuntura internacional ! O Governo está feliz com os aumentos pois o imposto aumenta na mesma proporção.

(*) este "até" é o rabo do gato ...


Terroristas em Mem Martins


Duas bombas da Al-Qaeda preparam-se para sabotar a linha da CP !


Assembleia - O Tacho Maior

A Assembleia da República prevê gastar, este ano, pelo menos 23 mil euros em «diplomacia parlamentar» feita pelos grupos de amizade entre deputados portugueses e de países lusófonos, europeus, ou com fortes comunidades de emigrantes.
Não há vergonha nestes tipos... e a despesa aumenta !